Destaques do NYFW

O que ficou dos desfiles de setembro

22 setembro 2015,   By ,   0 Comentários

O que devemos levar da #NYFW

A Osklen de Oskar Metsavaht levou a NY a tribo indígena Asháninka, uma das maiores da América do Sul, que mora em comunidades que vão desde os rios brasileiros até as bacias hidrográficas nos Andes peruanos. A coleção segue na toada da discussão em torno do minimalismo, da natureza e da beleza sem esforço, mesmos conceitos apresentados no #SPFW.

Os óculos de sol foram de fato a cereja do bolo. Oskar desfilou peças leves, fluidas e com formas orgânicas, dignas de habitar uma floresta, com uma paleta de cor natural e acetatos translúcidos. Embora os modelos sejam grandes (alguns se assemelham às mascaras apresentadas pelo Gucci em 2014), a leveza está na cor e na translucidez.

As peças são maravilhosas, leves e femininas. Compõe sem nenhuma agressão.

Mudando completamente o foco….

Se viemos de uma coleção ‘natural’ focada na geografia e na história de tribos indígenas, fast forward para o futuro, o movimento e a tecnologia.

Opening Ceremony apresentou uma coleção de cair o queixo e se jogar na passarela, literalmente. A marca colaborou com o New York City Ballet e quem desfilou foram dançarinas. Não, na verdade elas não desfilaram, coreografaram diversas quedas na passarela aguçando a curiosidade dos convidados. “Serão estas modelos mesmo tão estabanadas”? Não queridinha, são performers! Ha!

Os movimentos chamavam a atenção, claro, mas o que de fato tirou o fôlego foram os óculos desenvolvidos em parceria com a sul Koreana, Gentle Monster (mesma marca por trás da collab com HBA, sobre a qual escrevemos).

A direção criativa do desfile estava pautada nos desenhos e na cultura do arquiteto Americano Frank Loyd Wright. Logo, formas arquitetônicas deveriam transparecer. Os óculos visitam design e técnicas usadas por designers no século 20 para criar móveis atemporais. As lentes redondas homenageiam os espelhos da década de 50.

O melhor de tudo? Os óculos estavam à venda durante o desfile através da Spring

Pausa e corte seco para uma mulher ultra feminina e mergulhada em uma fase ‘rosa’

Ícone de sofisticação, a grand dame Carolina Herrera conseguiu apresentar sua coleção no Frick Collection (primeira vez que isto acontece), deixando claro que suas produções deveriam se equiparar a obras de arte (point taken!)

O desfile explorou delicadeza, sensualidade e transparência moderada. Herrera acredita que sexy é ser sedutora e, para tanto, foco no mistério. Dito isto, as modelos revelavam sem revelar.

A poesia das roupas contrastava com a escolha dos óculos de sol. Os modelos são fortes, com cores vibrantes e acetato opaco. Lentes espelhadas e outras completamente escuras. Nenhuma fluidez. Peças modernas, muito rosa (claro), mas nada de outro mundo. Talvez a maior ousadia tenha sido na escolha da ponte alta.

The secret of being boring is to say everything.

 _ Herrera

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