Hapter Eyewear | By The Eyewear

“Feche os olhos, e veja o mundo” Eric Balzan e Mirko Forti, fundadores.

Hapter significa reconhecimento do entorno pela percepção. Os óculos produzidos são absolutamente sensoriais e vão na contra mão dos excessos, do barulho e da necessidade de gritar mais que seus concorrentes.

Foi em 2009 durante uma escalada corriqueira nos arredores de Belluno que os fundadores encontraram um par de Goggles da 2a Guerra Mundial, intacto. Este achado arqueológico despertou nos rapazes, alpinistas nas horas vagas e amantes de design, o desejo de resgatar a funcionalidade e a simplicidade desta peça que fora essencial em uma zona militar, tal qual é os Dolomites.

Foram três anos de pesquisa histórica e tecnológica para chegar aos óculos que hoje são reconhecidos de longe por qualquer specsaddict.

Cada óculos é composto por uma peça única de aço cirúrgico recoberto por uma camada finíssima de tecido. Tecido este desenvolvido a quatro mãos na fábrica da Cerutti partindo dos arquivos dos uniformes militares dos anos 20 e 40. As cores e as tramas são as mesmas daquele período. Os óculos não têm nenhum parafuso, são extremamente resistentes e flexíveis.

O processo de produção é guardado a sete chaves. Cada etapa é realizada em uma fábrica e bem como a Coca Cola, apenas os fundadores têm a receita completa.

Com design mininal, e funcionalidade evidente, Hapter propõe uma maneira nova de enxergar o mundo, de dentro para fora, sem pirotecnias, com cores provenientes da natureza, resgatando a história e o estilo de vida dos que lutaram no fronte há décadas.

A primeira vez que vi a marca no Silmo, fiquei espantada. Ao contrário dos vizinhos que traziam estandes abertos e claros, o stand da Hapter parecia um refúgio em algum pico nevado. O café era servido em canecas de metal, todos os móveis e paredes eram de malha de aço, o marrom prevalecia e os fundadores e parceiros que lá estavam vestiam macacões e botas como se fossem de lá para a montanha buscar abrigo. Pensei na hora, que coisa mais diferente e pesada, e não nego, masculina. Fui chegado perto e me despi de todos estes preconceitos.

As peças não têm gênero, não têm estação, simplesmente existem. São aquilo que se propões ser: um respiro em meio ao coas urbano. São leves e práticas como a vida na montanha há de ser. Os óculos vestem como uma pluma. E são curiosos de ver e de tocar. Estou tão acostumada ao toque do acetato que me vi correndo os dedos pelas hastes por minutos sentindo a trama do tecido.

Me envolvi com a história e como acredito que sempre deve ser com os óculos, aos poucos me deixei levar, e me permiti ver o mundo a partir daquela perspectiva de quem vê tudo de cima do pico nevado.

A marca vem explorando cada vez mais o legado montanhoso e as pegadas que deixamos nas montanhas. E no Mido lançaram o modelo RBBR001, que traz nas hastes o patern do asfalto do topo das montanhas, e lentes amarelas que são ótimas para aumentar o contraste entre os elementos. O design bem como o processo de produção prestam homenagem aos que vivem ou viveram na natureza.

Mesmo que você não tenha o privilégio de morar na natureza, como é meu caso, traga o Hapter para o ambiente urbano. Ele vai se adaptar e vai chamar atenção. É um design simples, mas extremamente tecnológico e tem um acabamento curioso que pouco se vê por aí. Se não disto te convencer, garanto que terá um bom papo no bar com os amigos.

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