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Boz Eyewear: Criatividade a toda prova

06 fevereiro 2017,   By ,   0 Comentários

“Devemos fazer história para o futuro”

A indústria tem, de certa forma, deixado um pouco de seu preciosismo para trás. A impressão 3D, os avanços tecnológicos e a máquina comercial distanciaram muitas vezes os criadores de suas próprias criações. Tendências e metas se instalam e a criatividade é posta à prova. Poucas são as marcas que não permitiram que nenhum destes fatores ‘contemporâneos’ distraíssem seu processo criativo. Boz Eyewear é uma destas joias-raras.

 

Boz eyewear

Os óculos Boz Eyewear vieram ao mundo nos anos 90 através das mãos capazes dos já renomados designers Joëlle e Jean-François Rey, da JF Rey eyewear. JF Rey já era uma marca muito forte, conhecida por criar novos limites e por transformar os óculos de grau em acessórios ultra cool nos idos dos anos 80. Cores, formas e muita ousadia sempre foram sinônimos da marca. Dito isto, os óculos Boz não eram estranhos à novidade.

Identidade, fantasia e design estão no âmago do “Boz-look”, que pode ser ornamentado com pedras, ou ser tão cru quanto acetato não polido. A essência da marca está presente em cada detalhe, e é aí que a maestria criativa e o domínio artesanal entram e desempenham um papel enorme.

Joëlle Rey é Diretora Criativa da Boz Eyewear. Antes de entrar para a indústria de óculos ela trabalhou em design de moda. Como uma costureira que começa a imaginar obras-primas de alta costura em papel cortado, o mesmo acontece com Joëlle. Ela pensa nos óculos em termos arquitetônicos. Um desenho torna-se um protótipo de papel (veja, um protótipo de papel 3D ornamentado, mais próximo ao Papier-mâché do que uma simples máscara cortada em 2D), e esse protótipo então absorve cores, texturas e volume e floresce para se tornar os óculos que conhecemos.

Tive o prazer de me sentar durante alguns minutos com Joëlle durante a última edição da feira ótica DaTe em Milão e foi movida por sua energia e paixão. Ela começou nossa conversa com uma frase muito enfática: “Temos de agir como satélites e criar e proliferar a mudança”. Bang! Sem mais ela me conquistou. Se a conversa tivesse parado ali, eu já sairia contente. Segui com minha pergunta: “Como se cria mudança num mundo de ‘ready-mades’, de ‘já visto’, de ‘copycats’, de regras editoriais e de diretrizes comerciais?” Ao que nossa musa respondeu: “Não seguimos tendências. Cor, tecidos e suas fibras orientam nosso processo. Eu observo rostos e culturas muito de perto. Eu tento vestir cada rosto com um óculos específico, e não o contrário”.

Pois bem: inovação técnica trabalhando ao lado da maestria artesanal para criar óculos realmente deslumbrantes, que desde a própria concepção foram pensados para vestir rostos, e não ideais. Passaram-se anos ​​desde o debut da primeira coleção, no entanto, Boz Eyewear ainda segue absolutamente contemporâneo, criando tendências e deixando seguidores ao longo do caminho, tal como esperado. De fato, Joëlle segue “fazendo história para o futuro”, mais uma frase que ficou do nosso breve encontro.

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