Design e Tecnologia Archives | By The Eyewear
Stepper Eyewear

O conforto vem da compreensão da anatomia do rosto e da criação de uma armação que funciona em harmonia com os contornos.  Um rosto é tridimensional; É por isso que nós criamos e fabricamos óculos STEPPER em três dimensões. Qualquer outra coisa seria um compromisso desonesto.

            _ Hans Stepper

Anatomia e conforto podem soar absolutamente redundantes em se tratando de óculos, mas, pasme, hoje mais do que nunca com a quantidade absurda de novos players, com o design à frente do fit e uma necessidade de inovar a cada nova coleção, justamente a essência dos óculos está ficando para trás. Dito isto, a marca STEPPER, ao contrário dos concorrentes, segue à risca os ensinamentos e a visão de seu fundador que desde 1970 entrega: QUALIDADE.

Bem vindos ao mundo da STEPPER Eyewear, uma empresa que pode se orgulhar em dizer que tem legado, nome e uma gama imensa de produtos para absolutamente todos os rostos, gostos e bolsos.

Da Alemanha para o mundo e de entro para fora. Partimos da necessidade dos consumidores e com base nisto criam-se peças práticas, duráveis e com design atemporal. Para chegar a peças que tenham perfeito ‘fit’ a STEPPER coletou informações morfológicas de diversas etnias ao longo dos anos. Conhecer a fundo seu consumidor é vital para um criador que acredita que “A função mais importante de uma armação é segurar um par de lentes de maneira correta e confortável diante dos olhos.”.

A base da STEPPER é criar coleções modernas e sofisticadas, aliando de forma impecável tecnologia, materiais avançados e conforto. O compromisso da STEPPER com qualidade está nas oito características que tornam seus produtos únicos: leveza, exibilidade, durabilidade, resistência à corrosão, hipoalergenia, conforto, ajuste perfeito e formato tridimensional.

Os materiais são um grande diferencial da marca perante seus concorrentes, pois, permitem a criação de óculos hiper leves, hipo-alergênicos, bom caimento no rosto, e o suo de materiais com memória (o que significa menos ajustes e mais conforto). Os materiais mais usados são titânio, beta-titânio, aço inoxidável e TX5, este último, material suiço e de uso exclusivo da STEPPER, desenvolvido como alternativa ao acetato e fibra de algodão por ser mais leve, mais resistente – o mais importante – mantém o seu formato inalterado ao longo dos anos.

A STEPPER é constituída por 3 marcas com apelos bem distintos, justamente para oferecer produtos específicos para cada consumidor

STEPPER

Todas as peças são feitas em titânio e/ou TX5. O desenho é clássio, mas o design se evidencia nos pequenos detalhes, principalmente hastes detalhadas e nos lindos e delicados recortes.

STEPPER S

A linha S é concebida e criada por Saskia Stepper, filha de Hans Stepper, e por ser ela mais jovem e super arrojada, a coleção leva estes traços. As armações são feitas em TX5 e/ou aço inoxidável.

ZEISS

Quando a marca mais respeitada de lentes do planeta se alia a uma marca de armações, sabemos que esta última, deve ser igualmente insuperável em sua categoria. Dito e feito. Em parceria com a ZEISS, a STEPPER cria armações da melhor qualidade, produzidas com materiais superiores, perfeitas para as lentes ZEISS.

Verdades sobre o óculos aviador

O modelo de óculos aviador é provavelmente um dos mais icônicos da história. No entanto, este modelinho que ‘fica bem em todo mundo’ tem muita história por trás e existe em zilhões de shapes, tamanhos, cores e releituras. Vale saber identificar um real aviador. PLAY!

Óculos reciclados

É inquestionável que o aumento populacional e o subsequente consumo desenfreado levam a uma criação desconhecida de lixo orgânico e inorgânico. Reciclar se torna uma atitude cada vez mais  importante para a manutenção da saúde do planeta e das pessoas.

Algumas marcas de óculos estão trazendo resultados criativos, lindos e cheios de história para o mercado. Dê uma olhada… e deixe os pré-conceitos em casa! Óculos de madeira não dá cupim! Óculos de redes de pesca não tem cheiro de peixe!

Woodze

Óculos e Bourbon. Delícia hein!!! A marca americana Woodze se uniu à Maker’s Mark para produzir óculos feitos da madeira de carvalho dos toneis usados na produção da bebida.

Karun: Ocean Project

Óculos feitos de redes de pesca. Ocean Project vai muito além da produção de óculos de sol sustentáveis. É fruto de uma parceria da Karun com a Bureo skateboards, responsável por um programa de reciclagem que utiliza redes de pesca na fabricação de produtos. Através do programa net positiva, a Bureo pretende conscientizar sobre a limpeza dos mares e ajudar pequenas comunidades de pesca. A empresa educa, e ajuda as comunidades pesqueiras a reciclar as redes e despoluir o oceano.

Topheads

Óculos de madeira literalmente das pistas de skate!

Traps Eyewear

A Nova Inglaterra é conhecida pelo clima intimista e as boas lagostas. Logo, os fundadores da marca resolveram materializar toda emoção que o estado lhes invoca. Como? Produzindo óculos a partir das armadilhas (traps) usadas para pescar lagostas.

Mosevic

Óculos de jeans que não te serve mais. Sério. Aliás, quer ver os detalhes completos, então acesse: Jeans como você jamais viu.

Dick Moby

Pense numa marca descolada, que além de tudo é sustentável? É a Dick Moby. A marca nasceu de uma vontade de falar sobre o tema da poluição marítima de uma maneira positiva e irreverente, ou seja, cheia de estilo. Os fundadores, surfistas e amantes da história de Moby Dick passaram anos estudando a melhor maneira de transformar plástico encontrado à deriva em bio-acetato resistente o suficiente para virar óculos de sol, e de quebra é biodegradável e estiloso pra caramba. Conseguiram!

Shwood

Óculos de jornal. A Shwood queria dar outro destino ao jornal que não fosse piso de cãezinhos e gatinhos domesticados. Bolaram uma edição limitada de óculos feito à base de jornal. São camadas e camadas de papel, e nenhuma peça é igual à outra.

Homes Eyewear

Esta marca é f***. Detroit é conhecida por ser uma cidade que passou por diversas crises, sendo a crise do setor de habitação a mais recente. As casas perderam valor financeiro e estético. Muitas ficaram abandonadas. A cidade às moscas, e associada à depressão. Homes recicla a madeira destas casas abandonadas dando ao material nova chance, nova vida e novos ares! Show!!!

pq by Ron Arad

Os óculos do pq by Ron Arad são uma maravilhosa obra de arte que mistura arquitetura, impressão 3D, design e uma extra dose de irreverência.

Óculos feitos de redes de pesca

A chilena Karun nos faz lembrar que nem tudo está perdido.

Liderada por jovens, eu arriscaria dizer idealistas, mas tendo em visto que o projeto dos meninos é bem mais sólido que isto, vou me contentar em chama-los de conscientes. Para quem não lembra vale reler o post sobre o dna deles aqui.

Este ano a marca foi capa de jornais e os fundadores foram descritos como os reis do Kickstarter. Em cinco horas bateram e meta inicial e ao final da campanha haviam arrecadado mais de 200% do valor inicial, e no começo de 2016 iniciarão a distribuição de um projeto pra lá de inovador: Ocean Project.

Ocean Project vai muito além da produção de óculos de sol sustentáveis. É fruto de uma parceria da Karun com a Bureo skateboards, responsável por um programa de reciclagem que utiliza redes de pesca na fabricação de produtos. Através do programa net positiva, a Bureo pretende conscientizar sobre a limpeza dos mares e ajudar pequenas comunidades de pesca. A empresa educa, e ajuda as comunidades pesqueiras a reciclar as redes e despoluir o oceano.

O produto final é super bem feito. Os óculos foram desenhados no Chile, mas serão produzidos na Itália. São três modelos diferentes de óculos, todos inspirados em espécies de baleias das águas da Patagônia chilena.

A campanha não termina no ato da compra. Os fundadores Ben Kneppers e David Stover querem criar uma campanha global de conscientização na qual jovens percebam seu lugar no mundo, onde as novas gerações entendam que não estamos sozinhos no planeta, eles querem que as pessoas aprendam a dialogar com nosso entorno. Tudo isto pode começar no Kickstarter, pode ser levado a uma mesa de bar, e quiçá, se algumas pessoas levarem este ensinamento adiante termos uma comunidade futura que deixará menos pegadas por onde passar.

Recomendo assistir aos vídeos da campanha. Poético e bem fundamentado, como tudo que a marca faz.

A cleaner tomorrow

 

Lute: óculos que imitam guitarras

Ainda na pegada show biz, mais um lançamento digno de um rock star: Lute, da marca japonesa Say-oH.

Já falamos desta marca aqui, e o nome, quando literalmente traduzido significa: Diga Ah! E Ah, é a expressão que fazemos quando nos deparamos com um de seus óculos pra lá de fun e com perfeição japonesa.

Os óculos da coleção Lute trazem um misto de acetato, titânio e madeira. As hastes imitam o braço de uma guitarra, com as pestanas, as trastes e as casas. A madeira, bem como os detalhes em madre pérola, foram escolhidos a dedo para dar veracidade aos óculos. A parte frontal, em acetato, traz alguns designs agressivos e outros mais tradicionais como o Pantos (redondinho), afinal, a brincadeira está nos detalhes laterais.

Super cool!!!!

PS_ Quem consegue adivinhar quais músicos inspiraram a criação de cada um destes óculos?

Hapter Eyewear

“Feche os olhos, e veja o mundo” Eric Balzan e Mirko Forti, fundadores.

Hapter significa reconhecimento do entorno pela percepção. Os óculos produzidos são absolutamente sensoriais e vão na contra mão dos excessos, do barulho e da necessidade de gritar mais que seus concorrentes.

Foi em 2009 durante uma escalada corriqueira nos arredores de Belluno que os fundadores encontraram um par de Goggles da 2a Guerra Mundial, intacto. Este achado arqueológico despertou nos rapazes, alpinistas nas horas vagas e amantes de design, o desejo de resgatar a funcionalidade e a simplicidade desta peça que fora essencial em uma zona militar, tal qual é os Dolomites.

Foram três anos de pesquisa histórica e tecnológica para chegar aos óculos que hoje são reconhecidos de longe por qualquer specsaddict.

Cada óculos é composto por uma peça única de aço cirúrgico recoberto por uma camada finíssima de tecido. Tecido este desenvolvido a quatro mãos na fábrica da Cerutti partindo dos arquivos dos uniformes militares dos anos 20 e 40. As cores e as tramas são as mesmas daquele período. Os óculos não têm nenhum parafuso, são extremamente resistentes e flexíveis.

O processo de produção é guardado a sete chaves. Cada etapa é realizada em uma fábrica e bem como a Coca Cola, apenas os fundadores têm a receita completa.

Com design mininal, e funcionalidade evidente, Hapter propõe uma maneira nova de enxergar o mundo, de dentro para fora, sem pirotecnias, com cores provenientes da natureza, resgatando a história e o estilo de vida dos que lutaram no fronte há décadas.

A primeira vez que vi a marca no Silmo, fiquei espantada. Ao contrário dos vizinhos que traziam estandes abertos e claros, o stand da Hapter parecia um refúgio em algum pico nevado. O café era servido em canecas de metal, todos os móveis e paredes eram de malha de aço, o marrom prevalecia e os fundadores e parceiros que lá estavam vestiam macacões e botas como se fossem de lá para a montanha buscar abrigo. Pensei na hora, que coisa mais diferente e pesada, e não nego, masculina. Fui chegado perto e me despi de todos estes preconceitos.

As peças não têm gênero, não têm estação, simplesmente existem. São aquilo que se propões ser: um respiro em meio ao coas urbano. São leves e práticas como a vida na montanha há de ser. Os óculos vestem como uma pluma. E são curiosos de ver e de tocar. Estou tão acostumada ao toque do acetato que me vi correndo os dedos pelas hastes por minutos sentindo a trama do tecido.

Me envolvi com a história e como acredito que sempre deve ser com os óculos, aos poucos me deixei levar, e me permiti ver o mundo a partir daquela perspectiva de quem vê tudo de cima do pico nevado.

A marca vem explorando cada vez mais o legado montanhoso e as pegadas que deixamos nas montanhas. E no Mido lançaram o modelo RBBR001, que traz nas hastes o patern do asfalto do topo das montanhas, e lentes amarelas que são ótimas para aumentar o contraste entre os elementos. O design bem como o processo de produção prestam homenagem aos que vivem ou viveram na natureza.

Mesmo que você não tenha o privilégio de morar na natureza, como é meu caso, traga o Hapter para o ambiente urbano. Ele vai se adaptar e vai chamar atenção. É um design simples, mas extremamente tecnológico e tem um acabamento curioso que pouco se vê por aí. Se não disto te convencer, garanto que terá um bom papo no bar com os amigos.

Karün: Mais que um óculos, um estilo de vida

Karün é uma marca jovem, que em essência produz óculos. Mas, não obstante, a filosofia por trás da produção é tão maravilhosa e bem fundamentada, que a Karün entrega muito mais: entrega uma nova maneira de ver o mundo.

A marca tem em sus pilares: sustentabilidade, respeito à natureza e colaboração. Toda matéria prima, seja ela prata ou madeira, é extraída usando técnicas de zero impacto e envolvendo toda comunidade local. Karün não quer ser extravagante ou moderna, tampouco quer ser regional e se ater a feiras locais.

A marca dialoga com pessoas que têm responsabilidade social, pessoas que se importam com os processos de fabricação, pessoas que ainda se emocionam ao saber de procedência daquilo que consomem, pessoas que apreciam o storytelling e se deixam levar pela beleza de fazer parte de uma história maior, que pode ter começado na Patagônia, mas é o elo entre toda uma gama de gente que entende que não somos donos, mas coabitantes de um mesmo planeta.

Agora que me debulhei em lágrimas, me deixei levar pela beleza da produção, sim, porque sabemos que sem história não há diferenciação entre os produtos, e sem saber o que estou usando fica impossível ‘bancar’ aquele óculos, entreter as pessoas no elevador e até tirar uma selfie convincente. Sarcasmo de lado… é tudo verdade!

Os óculos não têm nenhum elemento químico ou sintético. São produzidos inteiramente à mão. As lentes são Carl Zeiss. Até o papelão das caixinhas é Certificado e tudo remete à herança indígena que deu vasão a estes lindo jovens por trás da marca que não quer ser cosmopolita ou inventar a roda, querem apenas levar a história do país deles adiante, de maneira sustentável. LINDO!

Lixo para usar

Cyrus Kabiru sempre quis usar óculos, mas seu pai não achava graça e não via (pois não havia) necessidade daquilo no rosto do seu filho. A vontade virou uma obsessão que mais tarde desembocou em obra de arte.

Kabiru vive e cria em Nairobi. É um artista auto de data, que trabalha com pintura, escultura e desenhos, tendo o humor e a arte contemporânea como ponto de partida. Dado que ele se enxerga como um flaneur, o olhar dele para o mundo e do mundo para ele são um casamento vital. Não é de se estranhar que ele tenha se tornado mundialmente conhecido por sua série C-Stunners, uma produção contínua na qual dejetos são transformados em óculos.

As peças finais são híbridas e passeiam entre moda, wearable art e performance. São peças únicas. Cada uma é produzida juntando os diversos materiais como alumínio, cartolina, e plástico, resultando em obras divertidas, cheias de energia e atitude, que, de acordo com Kabiru retratam a energia e vitalidade da nova geração de Nairobi.

Os óculos proporcionam ao usuário uma nova lente e mudam a maneira como enxergam o mundo e claro, a maneira como se colocam.

Ao andar pela cidade com meus óculos os óculos vão chamar muita atenção, e se você estiver estressado e quiser evitar as pessoas, os óculos são o anteparo perfeito, focam e centralizam a atenção, você nem precisa se manifestar.

Óculos que mostram o índice de poluição das cidades

Stefanie Posavec e Miriam Quick surfam na onda dos ‘wearables’… tecnologia e design com usabilidade. As artistas digitais desenvolveram uma série de óculos e de bijoux cujo produto final nada mais é que um compilado estiloso de sensores que medem e mapeiam a qualidade do ar sobre nós.

“Air Transformed” é uma série de objetos desenhados a partir de dados de open sources traduz em índices de poluição. A primeira cidade a testar a série é Sheffield na Inglaterra. O projeto por lá é comissionado por: Open Data Institute, como parte do projeto AirQuality+ .

Seeing Air (literalmente olhando para o ar) é um óculos feito de três chapas que mostram os níveis de poluição atmosférica em dias diferentes. Eles apresentam lentes de perspex, sendo que cada uma representa um poluente diferente : marrom para o dióxido de azoto , azul para as pequenas partículas , e verde para grandes partículas.  Os desenhos na lente representam os índices de poluição, sendo que os padrões mais amplos representam níveis mais elevados. Os desenhos formam uma nuvem para quem veste os óculos, fazendo alusão à nuvem de poluição que nos ‘cega’ diariamente.  Demais né? Imagine quando isto chegar aqui…


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