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Entrevista com Miguel Giannini

Nós precisamos desmistificar e dar personalidade para quem necessita e para os que quiserem entrar para o universo deste necessório, para que cada um tenha o seu estilo, e todos sejam diferentes (…) É mágico

Detalhes

Personagem: Miguel Giannini

Olhar: Caddah & Braga

Stills: Caddah

Sonzinho: Solid Routine of Happiness

Ritmo: Willian Reis (Fino)

Mics: Gus Pereira

 

Fomo não é fome

Fomo = Fear of missing out, do Inglês, medo de ser deixado de lado, ou de fora.

No meu caso, FOMO absurda ao ver as timelines do Instagram e do Facebook mergulhadas em imagens ora plásticas, ora dramáticas do Burning Man que terminou no final de semana. Escrevi sobre a expectativa do festival, e de fato, não ficou para menos.

A Playa (como os veteranos se referem ao deserto) virou passarela para tanta coisa. Li e reli relatos de pessoas que foram. Babei nas fotos e ainda estou tentando entender o que é esta experiência quase transcendental (e morrendo de vontade de ir vivenciar de perto…rumo a 2016).

Em linhas gerais ousaria dizer que Burning Man é uma bela comunidade nômade, autônoma, com validade de uma semana, com uma população de +- 70mil pessoas vindas dos quarto cantos, para este “Carnaval de espelhos”. Mas não são pessoas, per se, são alter egos.

Os egos desfilam com roupas que normalmente não usariam por pressão social ou vergonha, mesmo. Dá-lhe couros, tachas, penas sintéticas, botas bem pesadas, topless e muitos goggles, mais precisamente Steampunk goggles (descobri hoje no Google… são designs que visitam o set de “Waterworld” e passeiam pelas montanhas Suíças. Requinte, apesar de peças brutas).

Criatividade em alta.

A areia é tomada por carros alegóricos que vão de Flintstone a coelhinho da Páscoa. A impressão que temos, e esta parte é bem divertida (o festival prega o desapego, tanto é que no sétimo dia todas as estruturas são queimadas) é que embora não tenham wifi ou energia elétrica, a maior parte dos participantes não consegue se desapegar da vida digital. Os passos, as roupas, as caras e bocas são todos documentados para serem posteriormente postadas a exaustão assim que chegaram à cidade grande.

O desapego enquanto prática teórica está lá, mas todos que ‘praticam’ são bem apegados. Não vi uma pessoa que não tenha entrado no clima, (leia-se comprado acessórios e roupas dignos da ocasião) com roupas, looks, e as poses padrão perto das esculturas, ou quem sabe, quem praticou independência não fotografou e eu não puder ver! Ah esta economia do “fotografei logo vivi”!

O bom é que ano que vem tem mais. Quem sabe até lá consigo montar meu enxoval, alugar um trailer, comprar e decorar uma bicicleta, criar um personagem (mentira, porque esta já tenho: Peggy meets Priscilla) e me preparar para uma semana de fotos #burningman.

Cheers!

Ray bans são cool…

Ray bans são cool… mas…

Não vamos discutir o valor, charme e sexappeal que um Ray Ban tem, sem contar que é uma peça curinga. Mas, praticidade e comodidade à parte, vamos olhar para além dos Wayfarers e Aviators?

O mercado ótico está fervendo (tá certo que nem todas as marcas existem no Brasil, ainda, mas muitas tem e-commerce, e é sempre uma boa hora para fazer aquela listinha com objetos-desejo para a próxima viagem), e tem marcas magníficas que você precisa conhecer.

Selecionamos alguns óculos de sol que podem (e devem) entrara para sua coleção, ops, guarda-roupa.

Se eu estivesse a caminho do Burning Man…

Entre os dias 30 de agosto e 7 de setembro a cidade de Black Rock, no deserto de Nevada, FERVE. E não é só de calor. A cidade é tomada pelo épico e mítico festival cultural que tem em seu cerne a auto expressão, arte, criatividade sem limites e descobertas pessoais .

Mais de 65 mil pessoas se encontram no Burning Man para proclamar e explorar a liberdade e o amor, em suas mais diversas formas. Um pouco Woodstock? Maybe. Mas com muita tecnologia, em um cenário lunar, digamos que no cruzamento entre Mad Max e Alice no País das Maravilhas, com um toque de Priscilla a Rainha do Deserto.

O palco (pois Black Rock vira uma Babel, onde todos querem ver e ser fotografados) abriga os dançarinos New-Age, os hedonistas, os idealistas, os hippies, os junkies e, sim, os fashionistas.

Junte suas plumas, suas camurças, seus couros e se prepare para muito topless. Tudo pode e todos são bem vindos neste cenário que procria e exala inspiração e trocas de todos os tipos.  Neste universo lúdico, sem referências, modismos ou julgamento, nada mais propício que explorar óculos cuja ousadia está traduzida no design.

Separamos algumas peças verdadeiramente magníficas para qualquer ocasião. Mas, sabendo que nem todos têm (ainda) coragem de desfilar estes pares por ruas pacatas e asfaltadas, nada mais propício que fazer um ‘test-drive’ no Burning Man.

“I’m not a virgin anymore!”–yelled by one of our camp-mates as she makes playa angels on the ground once we’re finally let in.

Os óculos must have desta estação

A revista Bazaar americana publicou a lista dos óculos #MustHave da estação, e o decreto está claro: a peça chave deve ser acima de tudo, redonda.

Os óculos de sol da estação devem ter o espírito livre do rock and roll, um quê revolucionário e muito boho. Leveza, conforto e beleza estão em alta! My pick? Uma peça nada convencional, mas esplendida em toda sua simplicidade e excentricidade. Não é tão rock and roll, mas é futurista e uber redonda, para pessoas tão fortes quanto Janis e Lennon, e cheias de audácia: Yohji Yamamoto Spring/Summer 2015 eyewear collection (embora ele considere a coleção masculina, não vejo por que uma mulher não possa usar, o redondo é clássico)!

Aliás, o Yamamoto é tão chique no seu traço minimal que vou detalhar esta coleção 2015 dele em outro texto, porque é de enlouquecer.

Os óculos must have da estação Os óculos must have da estação

 


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