Pessoas que inspiram Archives | By The Eyewear
10 Designers mulheres para seguir já

Sendo uma mulher, uma usuária orgulhosa de óculos e uma pessoa que acredita que todo o design deve ser um reflexo das intenções dos designers, eu não poderia deixar este mês passar sem celebrar 10 designers incríveis que eu tive o prazer de conhecer. Lembre-se que o mundo dos óculos está cheio de mulher extraordinárias, todas com vozes diferentes, conceitos interessantes e convicções firmes. Estes são apenas alguns nomes que você deve conhecer e ficar de olho.

 Caroline Abram – Caroline Abram Paris

Caroline é a personificação perfeita do “estilo mulher francesa”. Ela é elegante, delicada e muito forte, bem como seus desenhos. Uma optometrista que virou designer, ela é obcecada por detalhes e cores. Seus óculos são feitos para todas as mulheres que quiserem se sentir fabulosas e quiserem vestir sua própria confiança. Seus desenhos começam com o formato das sobrancelhas da mulher e então ela desenha o resto do shape. Dito isto, o fit é absolutamente incrível, cada um de seus óculos parece que foram feitos apenas para você. O uso de cores faz com que você deseje combinar cada óculos com uma paleta de maquiagem diferente e uma bolsa mais extravagante. Sem mencionar que seus desenhos tornam óbvio que todas as mulheres podem e devem explorar a maquiagem por detrás desses óculos que são acessórios e não são de modo algum uma máscara para se esconder.

 

 

Gai Gherardi & Barbara McReynolds – l.a.Eyeworks

l.a.Eyeworks faz parte da história dos óculos. A marca é a visão de duas mulheres extremamente inspiradoras: Barbara McReynolds e Gai Gherardi. “Nós projetamos óculos para celebrar a diversidade dos rostos e a singularidade dos indivíduos. Os óculos que fazemos são faíscas da nossa imaginação. Você completa esses pensamentos e traz os sonhos de l.a.Eyeworks”. Desde o final dos anos 70, eles desafiam o mercado de óculos, as normas e tornam cada vez mais claro que “Um rosto é como uma obra de arte. Isso merece uma excelente armação. “E armações com A são o que eles entregam. Explorar diferentes formas e brincar com cores divertidas e combinações únicas de acetato são sua maior especialidade. Essas mulheres não conhecem nenhum limite para sua imaginação.

 

Marion Frost – Frost Eyewear

Marion tem esta personalidade enorme e amorosa. Excêntrica de sua maneira fabulosa. Ela vive completamente absorvida em detalhes, e é atenção aos detalhes que é uma principais características de suas criações. Ela é uma contadora de histórias e uma pessoa que acredita na beleza das narrativas. Seus projetos começam com histórias de sua infância e outras que ela ouviu ao longo do caminho. Estes podem ser tão simples como uma senhora que vive na floresta, tão intrincadas como o movimento de moléculas ou um conto inspiracional no qual um shape específico te ajuda a clarear o pensamento. E as histórias são contadas em óculos fascinantes e muito incomuns que muitas vezes misturam composições de cores únicas. Ela faz questão de mostrar que seus óculos têm o poder de transformar quem os usa. Marion brilha, seus olhos contam histórias e ela dominou o conceito de traduzir essa adorável imaginação dela para seus consumidores. Ela realmente acredita no poder de transformador de um bom óculos.

 

Anna-Karin Karlsson

Anna é a figura feminina forte que está em todos nós (mas nem todas temos a coragem de mostrar). Assim com sua personalidade, seus óculos são ousados, cheios de detalhes e absurdamente complexos. Sua vontade principal em projetar óculos é levar beleza ao mundo. Ela quer que suas consumidoras sejam suas porta-vozes vestidas com essa armadura espetacular incrustrada com cristais, metais e pedras preciosas. Anna é obcecada por contos de fadas e todas as suas coleções começam neste maravilhoso mundo de fantasia e são então traduzidas para seus óculos. Cada par é uma jornada maravilhosa através de mundos fantásticos com a mesma mulher extremamente impressionante e maravilhosa no banco do motorista. Seus óculos destinam-se a fazer as mulheres se sentirem absolutamente deslumbrantes.

 

Ahlem Manai-Platt- Ahlem Eyewear

Ahlem é Paris. Seus óculos representam a verdadeiro Paris, criada pela história, o caos, a diversão e a singularidade que fazem de Paris esta cidade única. Cada óculos tem o nome de um bairro parisiense e as principais características da área são traduzidas para os óculos. A principal inspiração para cada “família” vem da arquitetura e das ruas que tornam cada vizinhança única. Esta não é uma marca orientada pela moda, é uma marca de amor criada por uma verdadeira parisiense. Os óculos de Ahlem não gritam por atenção, pelo contrário, são desenhos cheios de personalidade, mas que não é um “show stopper”, mas um “potenciador de personalidade”. Ahlem acredita que os óculos que alguém usa são um sinal claro de sua personalidade, algo tão ligado a quem ele realmente é que é quase impossível mentir, ou se esconder atrás de uma armção.

 

Fa Empel – Pawaka

Fahrani Empel (Fa ‘) é a mente criativa por trás da marca de óculos Pawaka. Ela é uma figura incrivelmente feroz e complexa: designer, modelo, atriz e ativista ambiental, para citar algumas de suas facetas muito interessantes. Nascida na Indonésia, ela conseguiu trazer seu patrimônio e rico passado cultural ao design que mistura histórias com um quê futurista. PAWAKA é a palavra sânscrita para fogo; e era o codinome de seu avô durante a Segunda Guerra Mundial. Prestando homenagem à terra nativa de Fa, todos os óculos são nomeados na ordem numérica da Língua Bahasa Indonésia. Pawaka é uma jornada através dos elementos, através da cultura e da natureza, trazidos por um globetrotter que domina a cultura pop e tem uma identidade muito firme sobre a qual se ergue. Os óculos da Pawaka têm uma discreta rigidez que os torna tão interessantes quanto nossa protagonista. Leva algum tempo para deixar o design penetrar, e você precisa de calma para apreciar as formas contrastantes e as bordas agudas.

Sabine Bégault-Vagner – Sabine Be

Sabine é uma daquelas pessoas com uma luz própria e uma jovialidade deliciosa. Esta leveza e diversão que ela carrega consigo são a base de todo seu design. Criar óculos é um sonho de infância que só foi realizado mais tarde em sua vida, mas vemos claramente a paixão que transborda em cada coleção. Todos os seus desenhos, seja para homens, mulheres ou crianças, têm a mesma vibração. A ideia de diversão e jogos começa com o círculo e o quadrado que compõe seu logotipo, depois são traduzidos para as ponteiras e para o frontal dos óculos. Tudo é leve, alegre e despreocupado. Sua missão de marca deveria estar em todos nós, e apesar de muito forte e muito clara, é contrabalançada por desenhos leves e bem humorados. De acordo com Sabine: be as in to be. be as in to exist. Passionately be. Simply Be.

 

 

Nadine Dalal- Delalle

Delalle encarna a jornada de Nadine e a realização de um sonho, que a levou de Beirute a Londres e muito além, para criar uma marca de luxo autêntica e, acima de tudo, única. Os desenhos de Nadine são um reflexo de seus sonhos e sua imaginação que viaja em todo o mundo e durante todas as décadas, mas sempre é guiada por um sentimento de saber quem você é e o que te faz feliz. Cada par destes óculos de luxo apresenta um toque distintivo, produzido por uma fusão contínua da inspiração e da cultura contemporânea, materializando-se em um produto de alta qualidade que é ao mesmo tempo distinto e moderno. “Delalle foi imaginado para pessoas que como eu gostam de peças imensas, não têm medo de se expressar e gostam de estimular a imaginação. Essencialmente, cada coleção vem como uma edição limitada. Sem dúvida, o design de óculos abriu portas para executar e retratar minha criatividade e paixão pelo design “.

Erida Schaefer – La Frida

Erida é um artista, não só isso, mas como eu, ela é brasileira. O design de óculos ainda é algo raro em nosso país, então, conhecendo-a, me encheu de alegria. Ela sempre trabalhou com cores e materiais. Mas apenas recentemente ela descobriu nos óculos o suporte perfeito para sua linguagem notável. Muito parecido com sua personalidade ousada, seus projetos são chamativos, divertidos e espirituosos. Ela projeta óculos que chamam a atenção para o usuário e suas criações são a cereja em qualquer bolo: criativos, cativantes e verdadeiramente únicos. Uma vez ela me contou que começou a pintar seus óculos de sol vintage porque ela estava entediada com a paleta monótona que via nas ruas e não conseguia entender por que as pessoas se escondiam atrás de óculos escuros sem graça quando deveriam ser elas mesmas. Ela então assumiu o trabalho de mostrar às mulheres como os óculos divertidos e personalizados podem ser importantes na hora de criar um look. Sorte nossa que ela trocou as telas pelas armações.

Marie Wilkinson- Cutler and Gross

Graham Cutler e Tony Gross trouxeram Marie Wilkinson a bordo por causa de seu “bom gosto e senso inato de estilo”. Marie é diretora criativa da marca londrina Cutler e Gross há mais de 30 anos. Ela é uma mulher excepcional, com domínio técnico completo e um olhar para a sofisticação. Ela entende que uma escolha ousada de óculos indica uma certa confiança interior e, assim, cria óculos para ajudar as pessoas das mais diferentes personalidades a contar suas histórias.

 

 

 

Combinação perfeita: Homens e óculos de sol

Feche os olhos por um minuto e tente pensar nos personagens que mais te marcaram na história do cinema. Bam!!! Certamente quase todos, se não todos, têm algo em comum: óculos de sol.

Esqueça seus atributos básicos e não entremos no mérito da saúde. O que os óculos de sol fazem por nós vai muito além. São um escudo, o anteparo perfeito para nos dar um élan, um toque de classe, de charme e de mistério. Sendo esta uma ferramenta pra lá de conveniente, não é de se estranhar que o cinema tenha se apropriado de seus recursos e o tornado item quase obrigatório na construção de personagens, muitos dos quais, emblemáticos.

Os franceses sacaram isto logo. A Nouvelle Vague, revolucionária, romântica, violenta e estilosa lançou diversos modismos. Mastroiani fez “8 ½” quase que completo sem que víssemos seus olhos. Tom Cruise, enquanto Maverick, catapultou o estilo para a estratosfera. Steve McQueen transformou-o em elemento de puro charme. Tony Montana usava-o para disfarçar suas noites de sacanagem, e a gangue mais hard core do Tarantino em “Reservoir Dogs” não seria tão bacana se não fossem os tais óculos escuros.

Veja uma seleção de óculos que migraram do status de cool a legendários. Tá certo que os atores (gatos) ajudaram a impulsionar a onda. Da próxima vez que for simplesmente vestir um par, pense no poder na narrativa de um par perfeito e se espelhe nos seus ícones. Deixe o óculos falar por você.

Jean Paul Belmondo em “À bout de Souffle
O anti-herói mais sofisticado e desejado da França. Munido, claro, de acessórios escolhidos a dedo.

Al Pacino em “Scarface
“Eu sempre falo a verdade. Mesmo quando eu minto”

8 ½” com o italianíssimo galã Marcello Mastroiani

Tom Cruise em “Top Gun

Mais um product placement para entrar para a história! Os aviators viraram peça desejo.

The Thomas Crown Affair

Steve McQueen deu aula de charme. O ano era 1968 e McQueen apareceu pela primeira vez na telona com o Persol PO 714. O filme elevou McQueen (já galã) e o PO 714 ao status de lendas, porque como ele mesmo dizia: “Não acredito em heróis meia-boca”, ou com acessórios irrelevantes.

Daniel Craig em “Skyfall”, aka, The Bond life.

Qualquer personagem do Bond vem extremamente bem assessorado. E este filme não poderia ser diferente. O modelo aviador é nada menos que o Tom Ford Marko FT0144.

Jack Nicholson em “Easy Rider”.

Sem necessidade de qualquer legenda. Eis o cara que sacou que sem seus óculos ele é um sessentão barrigudo, e com eles, é Jack-F******-Nicholson

Silvester Stalone em “Cobra

Carrera Champion Aviators: Cara da maldade.

Tom Cruise em “Risky Business

Em 1982, o então garoto Tom Cruise usou o modelo Wayfarer da Ray Ban para construir seu personagem. O modelo estava prestes a ser descontinuado, só que o galã e o filme alavancaram o modelo “too-cool-for-school” cujas vendas aumentaram 2000% em um ano! Touché!

John Belushi & Dan Aykroyd em “Blues Brothers

“Estamos há 106 milhas de Chicago, tanque cheio, meio maço de cigarros, está escuro e estamos usando óculos de sol”.

Reservoir Dogs

A turma de criminosos do Tarantino não seria tão desolada se não fosse a uniformidade nos óculos de sol.

Jamie Foxx em “Django Unchained”: Bad to the bone.

Jean Reno em “Léon the Professional”. O que dizer de um cara que adormece na poltrona sem tirar seu óculos escuro? Eis Leon, um assassino bastante charmoso.

Anthony Michael Hall em “The Breakfast Club”. Graças ao Wayfarer o menino nerd conquistou o respeito dos coleguinhas.

Johnny Depp em “Fear and loathing in Las Vegas”. Johnny Depp chega a Las Vegas circundado por uma nuvem de drogas tão absurda que nem o seu Ray Ban 3138 consegue segurar o drama! Hoje o modelo (maxi aviador) e o filme viraram cult. Ray-Ban ‘Shooter’ (apelido carinhoso) ainda está em produção.

Aviador: Dos cockpits para seu closet

Fãs do Maverick, exultai

É oficial, os roteiristas e produtores estão trabalhando na pré-produção do filme “Top Gun 2“. Filme que imortalizou a essência da década de 80, aumentou o recrutamento militar, alavancou o então jovem Tom Cruise à fama, mas mais que isto, fez do clássico modelo da Bausch and Lomb, o Aviator, uma peça épica, e necessária no guarda-roupa de qualquer fashionista.

É razoável dizer que o modelo aviador é para a Bausch and Lomb, o que a lâmina de barbear é para a Gilette. Um marco, uma peça ferozmente disseminada e copiada. O modelo aviador alcançou a meca do mundo fashion, sobrevivendo bravamente (inclusive aos fatídicos anos Disco), se reinventando e jamais se tornando uma peça cafona ou ultrapassada. Poucos óculos podem dizer o mesmo, e mais que isto, poucos itens podem estar no rosto de avôs e netos em uma mesma foto e ficar bem em todos!

A história por trás do modelo aviador é tão sensacional quanto seu design

A peça surgiu, como a maior parte das grandes invenções, de pura necessidade. Estamos nos anos 30, entre guerras, no ápice da primeira revolução da aviação militar. Os pilotos americanos estavam voando cada vez mais rápido e mais alto, desafiando leis da física. Jovens, idealistas e, claro, bem treinados, estes rapazes passaram a voar com frequência cada vez maior e por mais tempo. Os efeitos colaterais da exposição ao sol e mudança de temperatura em altitudes elevadas começaram a se fazer perceber, resultando em vista cansada, dores de cabeça e cansaço.

Foi o General Douglas MacArthur da Força Área Americana que encomendou um óculos para proteger seus pilotos.  A sacada da Bausch and Lomb (hoje conhecida como Ray Ban) foi desenhar um óculos leve, com lentes verdes em formato de lágrima que cobrissem toda extensão dos olhos, com curvatura firme atrás das orelhas e proteção UV. Eis o porquê do nome “aviador”. Ou seja, feito para aviadores militares.

Das bases militares para o mundo, digamos que não foi um salto, mas imagine jovens pilotos, com horas de combate nas costas, após o expediente, andando com jaquetas de couro, cabelo raspado e aquela cara de bravo, pelas ruas com o modelo ultra sexy e até então novidade que era o aviador? A associação do modelo à áurea das bases militares foi quase automática.

A Bausch and Lomb soube explorar muito bem seus produtos durante a Segunda Guerra (talvez tenha sido mera coincidência que o General Mc Arthur se encantou por seu modelo aviador e apareceu em cenas decisivas da Guerra com seu óculos), e em filmes hollywoodianos. O óculos passou a estar associado a homens lindos, transados e desejados. A Ray Ban começou a vender um estilo de vida, um misticismo que vai muito além do utilitarismo dos óculos e entra na esfera do desejo e do pertencimento. Quem nunca desejou ser o Maverick com seu clássico Ray-Ban Aviator 3025? Esta vontade de pertencer ao mundo da marca e tomar para si todos os valores que ela vende é tão intenso que um modelo assumidamente masculino encantou (e segue encantando) homens e mulheres com a mesma intensidade.

Hoje praticamente todas as marcas de óculos têm um modelo que presta homenagem direta ou indireta ao famoso “modelo aviador”. Uma coisa é certa: o modelo fica bem em quase todo mundo, e é uma daquelas peças chave que devem morar no nosso guarda roupa. Se nos anos 30 já havia uma preocupação com a exposição solar, qual sua desculpa para não usar seu óculos de sol todos os dias? Óculos é bacana, pode seguir tendências da moda, inegavelmente nos dá aquele ar de mistério, mas acima de tudo é proteção.

Matéria originalmente publicada no portal Opticanet.

 

Eyeconoclast: Iris Apfel

A adolescente mais velha do mundo. Conheça nossa Eyeconoclast: Iris Apfel

Eis Iris Barrel Apfel, uma senhora única, do Queens. Do alto dos seus noventa e muitos anos ela virou ícone de moda. ‘Virar’ é não fazer jus ao personagem que ela é e à história que ela criou para si mesma.

O mundo está homogeneizado hoje em dia. Odeio isto.

Iris Apfel faz parte do seleto grupo de mulheres que se divertem, seguem se amando e se arrumando como se o mundo fosse sua passarela, e esquecem que passaram a fase dos anos dourados, ou serão os momentos presentes os tão almejados anos dourados?

Tudo que Iris faz é com vontade e com assertividade. Quando fumava, fumava pra valer; ao se vestir, se enche de estampas, pulseiras, colares e afins; e no quesito óculos, quando soube que teria que usá-los sua reação foi: ‘Ah é, então vou buscar O óculos’. Dito e feito. O modelo “Mr Magoo” é hoje o ícone mor de Iris.

A história de Iris é interessantíssima, assim como sua personalidade. Fundou com seu marido a empresa têxtil Old World Weavers, e re-decorou a casa branca para nove presidentes: Truman, Eisenhower, Nixon, Kennedy, Johnson, Carter, Reagan, e Clinton. Foi jornalista na revista Women’s Wear Daily. Mas são seus mantras que a tornaram uma “Advanced Style Icon”.

“Go big or go home” Se for para fazer, faça direito. Se for sair na rua, chame atenção. Dinheiro nenhum compra estilo. Antes de querer ser cool ou estilosa é preciso se conhecer e a partir daí desenhar seu próprio estilo.  Estes statements são tão poderosos que fizeram dela garota propaganda da MAC, com cabelos brancos, seus óculos, e um figurino que mais parece uma roupa que ela mesma usaria para jantar com o Mr. Apfel.

Esta mesma autenticidade levou-a a desenhar uma coleção de óculos (sensacionais, 100% Iris) junto com a Eye Bob’s. Ela foi tema da exposição “Rare Bird of Fashion” no Museu Metropolitan de NYC. E neste ano ela virou tema de um documentário: Iris, claro.

Mas esta autenticidade toda não esteve sempre à flor da pele. Foi necessário um pequeno empurrãozinho e uma boa dose de coragem. Em entrevista à Vanity Fair, em Abril, Iris declarou que em entrevista para seu primeiro emprego na loja de departamento Loehmann, a fundadora disse a ela: “Você não é bonita e nunca será, mas isto não importa. Você tem uma coisa muito melhor que isto, você tem estilo”. Foi então que Iris começou esta jornada rumo à construção da melhor personagem da sua vida: ela mesma.

Eyeconoclast: Françoise Hardy

Original Street Style Star: Françoise Hardy

https://en.wikipedia.org/wiki/Brigitte_Bardot

Contemporânea de deusas francesas e loiras como Sylvie Vartan e Brigitte Bardot, a jovem cantora, atriz e modelo Françoise Hardy trilhou seu próprio caminho. Descrita por Mick Jagger como “a mulher ideal” e tida por muitos como a anti-Bardot, Hardy mudou o comportamento das adolescentes.

Todos queriam o frescor e o ar sexy da jovem que, embora tímida, desfilava de mini saia com uma classe ímpar. Não fumava, não usava rouge nos lábios e se estivesse com vontade de ir a soirées com pantalonas, não pediria sua permissão.

Seu estilo varreu a moda nos anos 60 e Diana Vreeland cunhou o termo “Youthquake” para descrever o efeito devastador-Hardy na moda e no comportamento da época. Em 1962 ela conquistou o mundo com o hit “Tous les garçons et les filles”, e de lá para cá continua sendo personagem constante em mood boards de estilistas e no front row de desfiles para os quais ela mesma já emprestou sua figura.

 I don’t dance at all—except in my mind always._Hardy

Save

Eyeconoclast: Costanza Pascolato

Em se tratando de divas contemporâneas, há uma ítalo-brasileira que reina absoluta na lista das mulheres mais elegantes, eu diria de seu tempo, mas verdade seja dita, sua elegância é absolutamente atemporal, Costanza Pascolato.

Seu estilo ultrapassa o vestuário e envelopa toda sua persona. O item que mais nos interessa são seus óculos, sem os quais Costanza não sai de casa. Dentre os modelos habitués estão: Celine e Prada. Seu óculos vêm sempre armados com lentes marrom dégradée, super chique. Ao contrário do que disse o jornal BBC em matéria recente, é possível sim usar óculos com lente tingida (leia-se de sol) em ambientes fechados, Costanza é prova de que lente dégradée é bacana, e provém leveza à peça final, sem a arrogância dos astros de rock que insistem em usar óculos pesados e grosseiros em ambientes fechados para fingir não ver o mundo. Nas palavras da diva: “O que você tem, todo mundo pode ter, mas o que você é ninguém pode ser”.

#‎ficadica‬‬

Mulheres e seus óculos

Ao longo dos anos muitas das mulheres mais poderosas e elegantes do mundo foram fotografadas usando uma gama de óculos de sol incríveis, muitos dos quais viraram peça de colecionador, infinitamente copiados.

Redondos, retangulares, minimais ou kitsch, estas mulheres nos mostram que nenhum look está completo sem um óculos matador.

Óculos de sol é uma peça maravilhosa, ao mesmo tempo em que revela a personalidade, esconde parte do rosto e do olhar de quem o usa. Nada é mais sexy do que um certo mistério. Jackie O tinha uma predileção pelos modelos redondos que passaram a ser sinônimo do seu nome; Marlyn e seu modelo gatinho eternizaram a sensualidade da estrela; Francoise Hardy era puro “laissez faire” e independência com seus óculos retangulares; Diana Ross, disco total; Sophia Lauren uma deusa por trás das enormes lentes em dégradée; Twiggy e pop passaram a ser quase a mesma coisa; a Princesa Grace Kelly esplendorosa com modelos de gatinho geométricos exalando compostura e nobreza.

Nos últimos anos os modelos de sol vem ganhando espaço e aos pouco viram a pièce de resistence de qualquer look, e poucos vão às ruas sem um bom par no rosto. O ator Jack Nicholson certa vez deu uma das declarações mais maravilhosas sobre o assunto: “Com meus óculos sou Jack Nicholson. Sem eles, sou um sessentão barrigudo”.

#Ficadiaca, não subestime o poder de um óculos magnifico.


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