Brasil Archives | By The Eyewear
Havaianas Eyewear

Quando soubemos do lançamento da coleção de eyewear das Havaianas a primeira coisa que veio à mente foi: Por que demoraram tanto tempo? É inconcebível ir à praia sem chinelos e menos ainda sem óculos de sol, né?

Chegam às lojas das Havaianas e às óticas em Agosto a primeira coleção de eyewear da marca, produzida na Itália pela Safilo.

Os óculos da coleção Havaianas eyewear trazem o espírito do verão brasileiro com muitas cores e combinações inusitadas, que assim como as sandálias, vão da areia das praias para os centros urbanos. A linha possui 4 modelos de óculos de sol, com tamanhos e cores variadas, batizados com nomes de famosas praias brasileiras, são elas: Rio, Paraty, Trancoso e Noronha.

Além destes quatro shapes, a coleção tem um modelo especial batizado de Brasil. O único óculos da coleção produzido em acetato, e que possui layers nas cores da bandeira nacional. Em tempo dos jogos olímpicos.

Os óculos são produzidos em três materiais: borracha (com a mesmíssima textura das havaianas), acetato e poliamida transparente (material mais flexível e confortável), em tamanhos que vão do pequeno ou júnior ao grande. Já as lentes possuem proteção UVA/UVB com diferentes finalizações: sólida em preto ou marrom, gradiente (com graduação de cores de escura a clara) e espelhada. Todos os modelos são unissex.

Não por acaso os óculos seguem as cores das sandálias deixando mais do que evidente que óculos deve ser sim coordenado com o look! Ir à praia tomar sol adquiriu uma conotação bem mais descolada.

#Eye2Eye: Lunettic

Silenciosa, mas cheia de personalidade, a marca Lunettic das sócias Priscila Tamura e Carina Sacchelli faz o debut de sua segunda coleção, criada, pensada, e comercializada em solo brasileiro.

ITALY COMES TO YOU é uma coleção madura e elegante, pensada por jovens cosmopolitas, produzida com acetato Mazzucchelli e mão de obra nacional, a cara dos produtos da nova geração pop e globalizada.

O DNA da marca está no design clássico, despretensioso e atemporal. As sócias por trás da marca apostam na mudança de percepção do consumidor que está cada vez mais ligado em peças de design autêntico, e independente, do que em marcas bem conhecidas que gritam logos e estampas dejá vu. Entrar com um produto novo em um mercado como o ótico não é tarefa fácil, mas as meninas têm claro que além de vender terão que educar seus consumidores a perceberem o valor do seu produto:

Eu gostaria que as pessoas começassem a pensar em óculos de forma diferente, não somente como um protetor para dias de sol ou para corrigir sua visão, óculos são acessórios incríveis, é uma moldura para o rosto que realça suas melhores qualidades e também mostra seu estado de espírito, Para nós um óculos é apenas uma peça de plástico que só tem sentindo quando encontra seu “dono”, exatamente como uma moldura e um quadro.

Gostou, quer o seu: www.lunettic.com.br

Detalhes

Olhar: Tatiana Viana (@tativiana1)

Edição: Dico Demos (@dicodemos)

Personagens: Priscila Tamura (@pritamura) e Carina Sacchelli (@carinasacchelli)

 

Criativos em pequena escala: Ybirá

Criativos em pequena escala: o futuro do design no Brasil

O Brasil tem sido palco para a produção vinda de pequenos e jovens produtores que estão rompendo com o status quo do mercado e trilhando seu próprio caminho, no qual qualidade e localidade predominam sobre quantidade e internacionalização.

O mercado de óculos em especial tem percebido tal movimento com o aumento exponencial de marcas independentes que buscam atender consumidores com estilos próprios que não precisam mais se associar a marcas e nomes comerciais. São pessoas que se enxergam em marcas pouco exploradas, e que visam consumir produtos inusitados, com história, DNA próprio e é claro, qualidade.

Tendo em vista o poder do pequeno produtor em um mundo assolado por commodities e falsas propagandas, buscamos criar um diálogo entre duas marcas jovens que estão no apogeu deste novo mercado. A 80e8 é um estúdio de design criado por dois audaciosos designers que produzem móveis funcionais e confortáveis através da manipulação de materiais reciclados, inesperados, e ao alcance deles. Das raízes do tupi-guarani, surgiu a Ybirá, tradução para madeira no dialeto indígena. Ybirá é uma marca jovem no mercado de óculos, criada em Minas Gerais por um trio que acredita que há muito brasilianismo a ser impresso nas armações e nos rostos da pessoas. Com isto em mente passaram a produzir óculos usando madeiras brasileiras de certificação.

Assim como o índio respeita a natureza e com ela desenvolve uma relação e um sustento, a Ybirá existe sobre este mesmo alicerce: levar a natureza brasileira ao mercado ótico sem causar danos por onde passa. Além do quê todos os modelos são batizados com nomes vindos do idioma Tupi Guarani. Nenhum produto sintético é usando no processo de produção das peças. Cheia de estilo, a marca mineira não para de conquistar consumidores modernos e ousados.

Devido ao fato do trabalho desses designers ser manual, as possibilidades de experimentação em termos de materiais e processos criativos são infinitas. Através dos olhos destes jovens estamos testemunhando um retorno ao artesanato e um interesse crescente na versatilidade de materiais e técnicas de manipulação.

Graças à ousadia desta geração que quer menos do mesmo, podemos olhar com frescor ao mercado de bens de consumo e imaginar um futuro mais original e livre.

Detalhes

Olhar: Tatiana Viana

Direção de arte: Iza Dezon

Contraste: Tin Tin

Texto: Iza Dezon

Agradecimento híper especial

Antônia Almeida e Fabio Esteves do 80e8

Cassia Crepaldi da Ybirá

Paulicéia desvairada

Os caminhões rodando, as carroças rodando,

rápidas as ruas se desenrolando, 

rumor surdo e rouco, estrépitos, estalidos…

E o largo coro de ouro das sacas de café!… (…)

Oh! este orgulho máximo de ser paulistanamente!!!

 _Mario de Andrade- Paulicéia desvairada- Parte I

 

São Paulo é um caso de amor e ódio perpétuo. Às vezes a cidades parece estar de costas para mim. Só vejo a lateral dos prédios, resquícios de outdoors, e carros com insulfilme que parecem andar sem condutores.

A cidade pulsa mas as pessoas não estão lá. Estão ocupadas, despreocupadas e caminham indiferentes a todo resto. É em meio a esta baderna, às buzinas e à falta de cordialidade que eu também me encontro. Esta Paulicéia é e sempre foi desvairada, uma colcha de retalhos, um ecossistema próprio que seduz lentamente.

Não somos uma cidade europeia, muito menos uma Nova Iorque. Temos a pretensão de sermos cosmopolitas, mas somos, por enquanto, uma província com ar de grandeza e gente de todos os cantos. Demorei a ceder aos seus encantos, mas hoje não saberia me localizar tão bem em nenhuma outra megalópole. Não há uma cidade que eu reconheça tão bem através do espelho como minha amada e confusa São Paulo.

Komono desembarca no Brasil

Komono em japonês significa “pequenas coisas”. Guarde este nome. A marca belga Komono oficialmente desembarcou no Brasil.

Uma comunidade de sonhadores e designers dedicados a criar acessórios perfeitamente alinhados, enraizados na tradição Belga pela dedicação feroz a alta qualidade em trabalhos manuais.  Komono é uma lente sobre a moda global, trabalhada “à mão” com muito cuidado e entregue no timing certo ao mercado.

Komono faz parte das marcas indie em ascensão que lentamente dominam os acessórios em cliques de street style e editoriais de moda. Marcas sem logo, ou com logos discretas, estão em alta. Parece que superamos a enxurrada de logomarcas que dominaram a cena nos anos 90, quando o cool era usar óculos na cabeça mesmo em ambientes fechados, por que afinal, o logo estava lá, né? Mas superado isto (ufa) o bacana é ser cool, sem esforço e sem fazer propaganda de graça.

Neste movimento nonchalant entra a Komono, cujo foco é desenvolver óculos de sol e relógios de pulso. (Percebem que há um jogo claro que pede a boa mistura de acessórios e óculos?)

Partindo da poesia da beleza nas pequenas coisas, passando por viagens, experiências e diferentes influencias culturais, temos os designs da Komono, uma marca que visa traduzir as confluências globais e culturais em óculos sofisticados e simples. Os modelos redondos e as cores claras reinam.

A marca é dividida em três áreas: Core, Curated e Crafted.

A linha core, sazonal, traz influências culturas globais e busca traduzir experiências muito mais do que modismos. Assim sendo, a coleção que chega ao Brasil é inspirada no trabalho do arquiteto americano John Lautner (1911 – 1994) .

Como aprendiz de Frank Loyd Wright, as construções de Lautner são pontuadas por uma mistura de engenharia avant-garde e traços humanos, delicados, fazendo das construções uma extensão do indivíduo, de modo que os ambientes internos e externos se confundam de maneira orgânica.  Os modelos solares são fluidos, sem rebuscamento ou ousadia. A leveza remete muito ao espírito livre da californiana Garrett Leight. A comunicação é linda, dado que um dos designers é fotógrafo e tem um olho para capturar a jovialidade e a beleza sem esforço.

A linha Curated é mais premium, com acetato selecionado, acabamento manual e ainda mais sobriedade na entrega.

A proposta mais bacana é a Komono Curated, mas esta só existe para os relógios (snif, snif). A linha curated é desenvolvida junto com artistas contemporâneos. A primeira coleção trouxe traços e desenhos do Basquiat.

Segundo matéria publicada na Vogue, por aqui os óculos já estão disponíveis na Void, no Rio de Janeiro, e ganhará um espaço na Cartel 011, além da loja online.

 


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