BTE Archives | By The Eyewear
Óculos reciclados

É inquestionável que o aumento populacional e o subsequente consumo desenfreado levam a uma criação desconhecida de lixo orgânico e inorgânico. Reciclar se torna uma atitude cada vez mais  importante para a manutenção da saúde do planeta e das pessoas.

Algumas marcas de óculos estão trazendo resultados criativos, lindos e cheios de história para o mercado. Dê uma olhada… e deixe os pré-conceitos em casa! Óculos de madeira não dá cupim! Óculos de redes de pesca não tem cheiro de peixe!

Woodze

Óculos e Bourbon. Delícia hein!!! A marca americana Woodze se uniu à Maker’s Mark para produzir óculos feitos da madeira de carvalho dos toneis usados na produção da bebida.

Karun: Ocean Project

Óculos feitos de redes de pesca. Ocean Project vai muito além da produção de óculos de sol sustentáveis. É fruto de uma parceria da Karun com a Bureo skateboards, responsável por um programa de reciclagem que utiliza redes de pesca na fabricação de produtos. Através do programa net positiva, a Bureo pretende conscientizar sobre a limpeza dos mares e ajudar pequenas comunidades de pesca. A empresa educa, e ajuda as comunidades pesqueiras a reciclar as redes e despoluir o oceano.

Topheads

Óculos de madeira literalmente das pistas de skate!

Traps Eyewear

A Nova Inglaterra é conhecida pelo clima intimista e as boas lagostas. Logo, os fundadores da marca resolveram materializar toda emoção que o estado lhes invoca. Como? Produzindo óculos a partir das armadilhas (traps) usadas para pescar lagostas.

Mosevic

Óculos de jeans que não te serve mais. Sério. Aliás, quer ver os detalhes completos, então acesse: Jeans como você jamais viu.

Dick Moby

Pense numa marca descolada, que além de tudo é sustentável? É a Dick Moby. A marca nasceu de uma vontade de falar sobre o tema da poluição marítima de uma maneira positiva e irreverente, ou seja, cheia de estilo. Os fundadores, surfistas e amantes da história de Moby Dick passaram anos estudando a melhor maneira de transformar plástico encontrado à deriva em bio-acetato resistente o suficiente para virar óculos de sol, e de quebra é biodegradável e estiloso pra caramba. Conseguiram!

Shwood

Óculos de jornal. A Shwood queria dar outro destino ao jornal que não fosse piso de cãezinhos e gatinhos domesticados. Bolaram uma edição limitada de óculos feito à base de jornal. São camadas e camadas de papel, e nenhuma peça é igual à outra.

Homes Eyewear

Esta marca é f***. Detroit é conhecida por ser uma cidade que passou por diversas crises, sendo a crise do setor de habitação a mais recente. As casas perderam valor financeiro e estético. Muitas ficaram abandonadas. A cidade às moscas, e associada à depressão. Homes recicla a madeira destas casas abandonadas dando ao material nova chance, nova vida e novos ares! Show!!!

Resultado do sorteio Lunettic x BTE

Gatinhas, terminou hoje a promoção Lunettic x By The Eyewear.

Nossa campeã sortuda vai levar para casa dois pares de sua escolha, e ainda uma consultoria da nossa expert. Os óculos são da coleção 2016 da Lunettic e são todos inspirados em temas vinatage.

Parabéns Lu Lins (@lucienelins84)!!! Mostra pro mundo que os óculos são a cereja do bolo!

Óculos feitos de redes de pesca

A chilena Karun nos faz lembrar que nem tudo está perdido.

Liderada por jovens, eu arriscaria dizer idealistas, mas tendo em visto que o projeto dos meninos é bem mais sólido que isto, vou me contentar em chama-los de conscientes. Para quem não lembra vale reler o post sobre o dna deles aqui.

Este ano a marca foi capa de jornais e os fundadores foram descritos como os reis do Kickstarter. Em cinco horas bateram e meta inicial e ao final da campanha haviam arrecadado mais de 200% do valor inicial, e no começo de 2016 iniciarão a distribuição de um projeto pra lá de inovador: Ocean Project.

Ocean Project vai muito além da produção de óculos de sol sustentáveis. É fruto de uma parceria da Karun com a Bureo skateboards, responsável por um programa de reciclagem que utiliza redes de pesca na fabricação de produtos. Através do programa net positiva, a Bureo pretende conscientizar sobre a limpeza dos mares e ajudar pequenas comunidades de pesca. A empresa educa, e ajuda as comunidades pesqueiras a reciclar as redes e despoluir o oceano.

O produto final é super bem feito. Os óculos foram desenhados no Chile, mas serão produzidos na Itália. São três modelos diferentes de óculos, todos inspirados em espécies de baleias das águas da Patagônia chilena.

A campanha não termina no ato da compra. Os fundadores Ben Kneppers e David Stover querem criar uma campanha global de conscientização na qual jovens percebam seu lugar no mundo, onde as novas gerações entendam que não estamos sozinhos no planeta, eles querem que as pessoas aprendam a dialogar com nosso entorno. Tudo isto pode começar no Kickstarter, pode ser levado a uma mesa de bar, e quiçá, se algumas pessoas levarem este ensinamento adiante termos uma comunidade futura que deixará menos pegadas por onde passar.

Recomendo assistir aos vídeos da campanha. Poético e bem fundamentado, como tudo que a marca faz.

A cleaner tomorrow

 

Usar óculos faz bem, literalmente

Fazer o bem e ter uma boa história para contar aos amigos no bar é tipo #cool, né, Millenials? Pois bem, agora não precisam mais justificar o uso dos óculos de materiais naturais, biodegradáveis, ou reciclados, como sendo uma atitude sustentável ou modismo, apenas. Além da escolha ser de fato consciente e bacanuda (e você ser mais descolado que seus amigos coxinhas), agora as marcas mais ‘corretas’ da temporada também fazem o bem!

Viu só como é bom usar óculos?

Solo

Compre um, doe um!

A marca de San Diego, conhecida pela produção focada em peças de bamboo e acetato biodegradável, agora doa um óculos de grau para uma pessoa que esteja precisando da peça. A ação/reação é automática e acontece com todas as compras feitas no site ou em lojas físicas.

Proof

Em prol da natureza.

Dado que a materia prima da Proof são madeira e bamboo, a marca optou por destinar parte da verba das vendas de óculos a projetos de preservação e reflorestamento em áreas como Índia e Haiti.

Toms

Buy one, and do good.

Toms virou sinónimo de cool slip-ons (vulgo nossa alpargata), mas, não obstante em oferecer sapatos acessíveis e confortáveis, a marca migrou para o mundo dos óculos, com modelos simples, sem logo, e funcionais, como era de se esperar. Para cada óculos comprado a marca proporciona um exame oftalmológico seguido de tratamento e/ou doação de um óculos de grau para uma pessoa que não possa pagar.

Hout Couture

Fashion with roots.

Hout em Afrikaans significa madeira, e não haute, meu bem! Os óculos são todos feitos, obviamente, de madeira. O trabalho é super artesanal e nenhuma peça é igual à outra. Para cada óculos vendido uma árvore será plantada na área que abrange o projeto social Eco-School na África do Sul.

Westward Leaning

Doação mais sutil.

Todas as armações da WWL trazem um pequeno detalhe quadradinho nas hastes que simbolizam uma causa ou uma caridade. Logo, ao menos 10% do valor de cada peça é doado à causa em questão. Lembram da collab da Olivia Palermo e WWL (veja aqui), o detalhe na haste dos óculos desta coleção representam a ONG ADCAM que preserva a cultura dos Massai. Chique é fazer o bem, meu bem!

Panda

Nem só de óculos de bamboo e policarbonato reciclado se faz uma marca.

Junto com a associação Optometry Giving Sight, a Panda, de Georgetown, financia um exame oftalmológico para alguém que não possa pagar.

Warby Parker

A WP é a pioneira no esquema compre um, e doe um, e o fazem muito bem!

Livo

Um Livo por um livro.

Por aqui também temos iniciativas nossas. A Livo, marca paulistana, descolada, e autêntica, tem seu próprio programa de fomento à educação. Logo: um Livo por um livro. Touché!

Oscar & Frank

Para o melhor amigo do homem.

Para cada óculos vendido a marca financia uma semana de alimento para um cachorro abandonado que esteja morando em um abrigo apoiado pela marca. Ah, e claro que os garotos-propaganda da marca são os salsichas mais fofos do mundo todo! Aw!!!

 

Quando seu braço ficar curto demais

O que fazer?

Antes de atirar pedras (a internet está com esta mania de escrutinizar e fazer bullying com todo mundo para ver quem consegue mais popularidade) vamos colocar as coisas em perspectiva. Eu ainda não tenho 40 anos e não uso óculos para ler. Por ser míope eu possivelmente não terei que comprar estes óculos jamais. E mesmo assim, cá estou como sempre enaltecendo os óculos.

Enaltecer o amadurecimento (yeah, classy) talvez não seja bem o termo. Digamos que é um fato natural da vida, quem está nesta fase por favor me corrija, mas não deve haver nada de embaraçoso nisto. O fato é: chega um momento na vida no qual os braços dos homens e das mulheres ficam curtos demais para qualquer leitura. Danados! Até que inventem um alongador de antebraço o que nos restam são os óculos. Por tanto, vamos encarar os óculos como uma coisa boa? É isto ou usar lentes de contato, ou ficar rugas ao redor dos olhos miúdos. Óculos, né!

Particularmente acho super sexy uma pessoa, seja homem ou mulher, tirar e vestir óculos para leitura. Quero muito daqui a uns anos andar com um par pendurado no pescoço, outro na cabeça e um terceiro nos olhos, para todos os campos focais e exposições de luminosidade :0

Quem olha de fora pode sim ver charme neste acessório, basta você escolher um modelo que traduza sua segurança, sua auto estima e seu estilo. Porque todos temos isto latente dentro de nós.

Muitas marcas sacaram isto e investem pesado nos óculos para curtas distâncias, e deixaram de lado aqueles modelos “de vovô e vovó”. Bem da verdade o que você precisa neste momento é um óculos com um campo focal pequeno ou médio, ou seja, qualquer marca pode te atender. Não há um segmento específico para estes modelos. São modelos pequenos e descoladas. Eu mesma adapto óculos de leitura e saio por feliz da vida! Isto tudo para dizer que não precisa ter medo ou vergonha de entrar em uma ótica (ou comprar online), o que você quer é um par leve, pequeno e maravilhoso! Go get wild!!!

Procure seu próximo óculos com amor, ele pode fazer muito por você! E se precisar de uma mãozinha, estamos aqui!!!

Fiz uma seleção para começar a te inspirar.

*Matéria originalmente publicada na coluna de Chantal Goldfinger no Portal Opticanet.

RVS em Marrakesh

Winston Churchill certa vez disse que Marrakesh era a cidade perfeita para apreciar o entardecer. E ele tinha razão.

Fui tomada por um amor inesperado por uma cidade elegante, cosmopolita e colorida no norte da África. Ir ao Marrocos até então era para mim embarcar em uma aventura. Não conseguia separar este país à minha ida ao Butão, por exemplo. Ambos países longínquos, com culturas diferentes, gastronomia desconhecidas e idiomas incompreensíveis.

Eis que desembarquei em uma cidade que está anos luz destes meus preconceitos. Comecei minha história de amor com toques mouros, sotaque francês e aroma de chá de menta.

Marrakesh é sofisticada e basta. Uma cidade linda, limpa e marrom. Com um povo animado, restaurantes bacanas e gente transada. A cidade é terra cota, plana e os prédios baixos. Os segredos estão em cada esquina. Ao contrário das cidades cosmopolitas cheias de outdoors e muito vidro, que estamos acostumados, tudo lá é menos. É preciso se render aos encantos da cidade, se perder no souk e se permitir caminhar pelas vielas para então descobrir os segredos que ela esconde. São palacetes atrás de portinhas com tinta descascada. Uma gastronomia rica em especiarias e sabores agridoce. E chá, muito chá de menta.

Esta cidade imperial, no pé dos Atlas, embalada ao som das preces diárias é um sonho. São cores, texturas diversas e um céu com uma paleta alucinante, como diria Churchill : “Paris do Sahara”. Um encanto e uma viagem absolutamente surpreendente, onde camelos e sofisticação se encontram e coexistem.

 

EyeRepublic

EyeRepublic é uma revista trimestral publicada na Rússia por Anastásia Blagochevsky, uma verdadeira #SpecsAddict.

A revista é gloriosa, um verdadeiro livro, que trata os óculos como objetos de arte e moda. Na última edição o destaque foi Blake Kuwahara com seus modelos fluidos que buscam inspirações nas formações geológicas dos cânions.

Tive o prazer de bater um papo tête-à-tête com Anastácia. Ela é uma figura linda e escrachada, e absolutamente enlouquecida por óculos, bem como eu. Temos em comum esta paixão e a percepção dos óculos como acessórios de moda e ferramentas para contar histórias.

Divirta-se!

BTE: De onde veio sua paixão por óculos?

AB: Eu fui para neste meio quase que por acaso. Eu trabalhava com vendas, em uma carreira de sucesso. Uma empresa ótica quis me levar aos seu escritório para trabalhar como uma especialista em vendas, e para isto me ofereceram um salário duas vezes maior que o meu, eu fui, sem pensar. Até então era apenas um trabalho, mas tudo mudou quando conheci de perto o Sr. Gros. Foi o Monsieur Thierry Gros, da marca Traction Productions quem mudou minha percepção do mercado. Ele me ensinou a amar cada detalhe dos óculos. Ele cuida da marca dele com o mesmo esmero com que cuida da sua família. Conhece cada fornecedor, memoriza cada design, chama todos pelo nome, pensa e respire design, o tempo todo. Fui seduzida.

BTE: Você foi uma das primeiras pessoas a tratar óculos como objeto de moda, ao invés de dar ênfase puramente à questão de saúde. Em que momento você se deu conta deste shift no Mercado e/ou na percepção do consumidor?

AB: Serio? Não sabia que eu era a única. Eu e você (Chantal) fazemos a mesma coisa. Tratamos de um universo maior que é comportamental, atitudinal. Para mim os óculos e a moda não podem existir separadamente. Os óculos foram inventados para melhorar a visão, mas rapidamente se tornaram acessórios de moda graças a Hollywood, os Beatles, Jacqueline, Kennedy. Mesmo com o avanço da ciência com a invenção das lentes de contato e cirurgias a laser, as armações não perderam seu espaço, pois, têm se tornado acessórios cada vez mais fortes e imponentes. É esta paixão, esta inovação constante, e este desejo, que quero levar aos meus leitores. E fico contente em saber que a aceitação e a popularização do tema tem aumentado rapidamente. Estilistas usam a revista como referência e as pessoas comuns a lêem para se atualizar.

BTE: Quais marcas estão no seu radar, dentre as mais cool e inovadoras?

AB: Eu não faço distinção por valor. Compro apenas óculos cujo design me atrai. Nós russos só conseguimos trabalhar com amor e por amor. Alguns designers roubaram meu coração: Thierry Lasry, Blake Kuwahara, Caroline Abram, Jean-Philippe Joly, Patrick Hoet, Lucas de Stael, Fakoshima. Não posso deixar de citar a russa Rusomania, da qual além de fã, sou uma das donas (publi! Rs)

BTE: Quem você considera influencer na cena ótica?

AB: Somos uma imensa família ótica. É impossível trabalhar com óculos e ficar indiferente. Quase todo mundo que conheço neste negócio é obcecado pelo mercado e dedica toda sua energia e sua vida ao negócio. Talvez sejamos loucos, mas acho que é esta nossa missão. Quero agradecer a todos meus colegas mundo a fora por partilhar deste amor e deste universo.

#JoinTheClub

Perdida em Belluno

Belluno é uma cidade que fica na região do Veneto, a 100km de Veneza. Poderia ser apenas mais uma região pacata da Itália, com uma população pequena, um dialeto próprio, e um cardápio maravilhoso. Mas, esta cidade é de extrema importância para os #SpecsAddicts. Belluno é a capital internacional dos óculos, ou pelo menos foi, antes da entrada da China e da Europa do Leste como players importantes.

Esta pequena cidade ou vilarejo, para quem vem do Brasil, é o cerne da produção de óculos da Itália. Lá são produzidas as peças mais luxuosas e desejadas do mercado. As grandes produtoras (leia-se Luxottica, Safilo, Marchon e Marcolin) tem ao menos uma fábrica na região. Além deles, há dezenas de pequenos produtores que fazem peças para marcas independentes e para aventureiros.

Ingênua, me mandei de Veneza para Belluno de trem, sozinha, com meu celular (porque uma câmera já é transtorno demais) e meu caderninho. Agendei visita em 5 fábricas da região.

Eis que chego à estação de Belluno, atrasada, óbvio, e descubro que Belluno é a capital da província, mas lá não há absolutamente nada, apenas cafés e um pequeno comércio. Um xaveco depois, e um café café mais tarde com um taxista romeno me renderam um passeio até a Zona Industriale 1. O que na minha cabeça seria Belluno, uma cidade gloriosas, agitada e cheia de pessoas fashion usando óculos e roupas bacanérrimas, nada mais era que uma rua, (UMA RUA) com galpões e fabricas de diversos tamanhos, sem nenhuma placa de identificação! Me senti chegando em um filme do Stephen King, onde todos os cidadãos foram abduzidos e eu sobrei, por algum motivo a ser descoberto nos próximos capítulos.

Sem nada a perder bati na porta de algumas fabricas e consegui três entrevistas (a cidade é tão inóspita e mal sinalizada que nunca encontrei as tal 5 fábricas com quem marquei entrevistas). Os meus interlocutores ficaram arrasados ao perceber, lá pelos 10 minutos de conversa, que eu não ia fazer uma grande compra, só gastar o tempo deles mesmo! Mas, esta minha mania de sair falando me rendeu alguns belos passeios em fábricas de ponta, extremamente eficientes, e histórias maravilhosas do processo de elaboração e design de um óculos, que pode levar meses.

Como se não bastasse toda esta emoção, nosso amigo taxista, sim, ele ficou com pena de mim e resolveu me esperar e me dar uma carona até a estação (fofo), decidiu me deixar em outra cidade, há 15 min de Belluno, certo de que lá o trem passaria antes e me levaria direto para Santa Lucia, Veneza. Foi neste ‘cenário’ que o shooting (sem vergonha alguma) aconteceu! O trem demorou apenas 4h. A cidadezinha, fofa, Belluna, não tinha taxis, farmácias ou cafés. A cidadezinha, leia-se uma rua, com casas fechadas por conta dos 40 graus do verão, sem comércio, e sem pessoas, me deixou sozinha com minha imaginação. Fiquei só do lado de fora da estação, claro, pois as estações só abrem quando o trem passa (afff), com meu celular, um montão de histórias e aventuras na cabeça, e ninguém para contar (cadê você Internet quando eu mais preciso???)!

Lá fui eu me entreter com meu celular e o protagonista da vez: Alice goes do Cannes da Anna Karin-Karlsson.

Quer entrar para o universo do Valentino?

A sofisticação da Valentino vista pelos olhos de uma mulher contemporânea.

Valentino virou sinônimo de elegância. Por muito tempo a marca estava mais associada às grand-dames do que às jovens trendsetters. Usar um Valentino era poder permear pelo mundo do luxo e da alta costura, envelopada no crème de la crème da moda internacional.

Passados alguns anos a marca levou seu glamour a uma turma de meninas descoladas que sabem muito bem o que querem. Olhares atentos começaram a ver os famosos scarpins desfilando pelas semanas de moda internacionais, fazendo dobradinha com as clutches multicoloridas, também da coleção Rockstud.

Em meio a esta digamos, abertura da marca, rumo à conquista do Street Style, não é de se estranhar que os óculos tenham ganhado força conquistado seu espaço (literalmente) ao sol. O ensaio a seguir mostra esta nossa figura feminina, audaciosa, e confiante no seu habitat.

A narrativa gira em torno da ocupação do espaço. Da criação dos diálogos que construímos com um simples olhar, e como os óculos são players principais quando visamos construir alter egos e personagens quando ninguém está olhando, ou quando queremos chamar a atenção usando de artefatos que as mulheres dominam tão bem.

Da mesma forma como a Valentino se apropria de shapes icônicos a lá Jackie O e o eterno aviador, e os reinventa, adequando-os à moda atual, nós também nos permitimos apropriar de um espaço onde a arte é cultuada, para inserir nele nossa personagem que flutua, brinca, e passeia como se estivesse sozinha, flertando com as telas.

*** PROMOÇÃO ENCERRADA***

Temos uma vencedora, parabéns Beatriz. Queremos te ver mostrando o que você tem de melhor com seu novo melhor amigo no rosto 🙂

Gostou? Quer entrar para este universo temático cheio de atitude e feminilidade? Então vamos lá… Nós do BTE junto com a Marchon Brasil queremos saber como um óculos Valentino pode te ajudar a enaltecer o que você tem de melhor.

Para participar basta responder, no final desta página, na seção LEAVE A REPLY. O autor da melhor resposta vai levar para casa um mega presentão, para fazer do mundo sua passarela: um óculos de sol Valentino A/W 2016. O resultado sai dia 29 de janeiro aqui mesmo.

Veja o regulamento neste link.

Siga a Marchon no Instagram e no Facebook para ficar por dentro das novidades.

 

Boa sorte!

Detalhes

Olhar: Tatiana Viana (@tativiana1)

Modelo: Clarissa Wagner (@clarissawagner)

Cenário: Blau Projects (@blauprojects)

Exposição: Bruno Drolshagen 

 

Arrowed by Karen Walker

A tão aguardada campanha de primavera ‘16 da Karen Walker chegou chegando!

A maraca de óculos de sol é famosa por produzir campanhas inusitadas e divertidas, sobre as quais já falamos aqui. Para a coleção atual o tema da campanha foi a flecha. Símbolo este que vem sendo usado nas laterais dos óculos desde 2005, como logo da marca, seguindo uma pegada ‘no logo’, da qual a estilista é absolutamente fiel. Além do que, KW acredita que a flecha simboliza otimismo e coragem. Boa!

A campanha, como era de se esperar, tem um tom super brincalhão. As fotos nos levam a acreditar que as modelos estavam se divertindo demais no estúdio! Karen soltou a mão e pediu à equipe criativa e às modelos que se divertissem e transmitissem toda a delícia e leveza que é usar um óculos Karen Walker. Como ela diz “o efeito KW”, rápido e mágico, como colocar um ‘push-up brã’!

A coleção atual trabalha, como de costume, modelos antigos que são sempre revistados, e um formato hexagonal novo. As maiores novidades são: aplicação de acabamento dourado nas armações e os modelos STAR SAILOR que têm a frente composta por uma lente inteiriça. Sempre seguindo a pegada 60’s bem gráfica que a tornou famosa.

Nas palavras de Mrs Walker:

Timid and generic doesn’t have a chance.


Já assistiu?
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