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Pare e olhe para estes óculos Ferragamo

O rejuvenescimento de uma marca

Desde pequena associo a Ferragamo às minhas avós. Senhoras distintas e elegantes que desfilam com sapatos de salto baixo, da mesma cor de suas bolsinhas de mão. As ferragens dos acessórios sempre combinado, e o logo da marca gritando em dourado em todo e qualquer detalhe. Sempre me imaginei usando aquele uniforme quando chegasse a hora certa.

Inesperadamente surgiu este editorial com uma marca que eu respeito, mas até então enxergava apenas como uma necessidade futura. Fui vasculhar as criações da Ferragamo com outros olhos. Como uma criança curiosa que invade uma biblioteca à noite. Engoli seco todos os preconceitos que durante anos havia criado. A marca mudou e eu não havia percebido.

A marca se reinventou, rejuvenesceu, e trouxe seus elementos icônicos às páginas de moda como moda atual, e não mais voltada às classudas senhoras italianas. Esta ousadia está nítida na coleção de eyewear. O design deixa claro que a marca é tradicional, não vão ousar a aplicar lentes espelhadas ou usar impressão 3D, ainda. Os contornos vintage, os ovais, hexágonos e oversides estão todos lá. O branco, tão chique nos anos 70 voltou, a lente dégradée idem. Mas a beleza está na harmonia dos detalhes, nos acetatos de três tons, no uso do ébano, e principalmente na brincadeira de aplicar o logo dourado nas hastes ora por inteiro, ora recortado. São vestígios de um legado.

A coleção SS2016 é feminina e sofisticada. Se engana quem acha que Ferragamo não é atual e que estes óculos não podem ser misturados com looks despojados nos corpos de jovens fashionistas. A marca se desprendeu dos sapatos que a deram fama, e passou a explorar com perfeição, a moda, sempre com uma lupa que tem no passado, e na própria história da Ferragamo, seu porto seguro.

O ensaio a seguir visa explorar esta jovialidade que hoje a marca está explorando tão bem. Eu mesma deixei minhas concepções em casa e vesti meu Ferragamo, e uso-o sem o menor pudor e sem medo de parecer antiquada.

***Promoção encerrada***

Parabéns para a gata sortuda, Tatiana Fischer! Aproveite muito seu carnaval a bordo do seu modelo “camaleão”, Ferragamo!

xoxo

Junto com a Marchon Brasil armamos uma ação top!

Para participar basta responder, aqui mesmo, na seção LEAVE A REPLY, quais detalhes da coleção nova de óculos da Ferragamo mais chamam a sua atenção. O autor da melhor resposta vai poder desfilar com um lançamento da Ferragamo para fazer bonito e marcar presença por onde passar. O resultado sai dia 5 de fevereiro aqui mesmo.

Veja o regulamento neste link.

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Detalhes

Olhar: Tatiana Viana (@tativiana1)

Modelo: Cris Rudge (@crosrudge)

Looks: Salvatore Ferragamo (@ferragamo)

Cenário: Flagship Ferragamo Iguatemi São Paulo

Quer entrar para o universo do Valentino?

A sofisticação da Valentino vista pelos olhos de uma mulher contemporânea.

Valentino virou sinônimo de elegância. Por muito tempo a marca estava mais associada às grand-dames do que às jovens trendsetters. Usar um Valentino era poder permear pelo mundo do luxo e da alta costura, envelopada no crème de la crème da moda internacional.

Passados alguns anos a marca levou seu glamour a uma turma de meninas descoladas que sabem muito bem o que querem. Olhares atentos começaram a ver os famosos scarpins desfilando pelas semanas de moda internacionais, fazendo dobradinha com as clutches multicoloridas, também da coleção Rockstud.

Em meio a esta digamos, abertura da marca, rumo à conquista do Street Style, não é de se estranhar que os óculos tenham ganhado força conquistado seu espaço (literalmente) ao sol. O ensaio a seguir mostra esta nossa figura feminina, audaciosa, e confiante no seu habitat.

A narrativa gira em torno da ocupação do espaço. Da criação dos diálogos que construímos com um simples olhar, e como os óculos são players principais quando visamos construir alter egos e personagens quando ninguém está olhando, ou quando queremos chamar a atenção usando de artefatos que as mulheres dominam tão bem.

Da mesma forma como a Valentino se apropria de shapes icônicos a lá Jackie O e o eterno aviador, e os reinventa, adequando-os à moda atual, nós também nos permitimos apropriar de um espaço onde a arte é cultuada, para inserir nele nossa personagem que flutua, brinca, e passeia como se estivesse sozinha, flertando com as telas.

*** PROMOÇÃO ENCERRADA***

Temos uma vencedora, parabéns Beatriz. Queremos te ver mostrando o que você tem de melhor com seu novo melhor amigo no rosto 🙂

Gostou? Quer entrar para este universo temático cheio de atitude e feminilidade? Então vamos lá… Nós do BTE junto com a Marchon Brasil queremos saber como um óculos Valentino pode te ajudar a enaltecer o que você tem de melhor.

Para participar basta responder, no final desta página, na seção LEAVE A REPLY. O autor da melhor resposta vai levar para casa um mega presentão, para fazer do mundo sua passarela: um óculos de sol Valentino A/W 2016. O resultado sai dia 29 de janeiro aqui mesmo.

Veja o regulamento neste link.

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Boa sorte!

Detalhes

Olhar: Tatiana Viana (@tativiana1)

Modelo: Clarissa Wagner (@clarissawagner)

Cenário: Blau Projects (@blauprojects)

Exposição: Bruno Drolshagen 

 

Peso x Leveza

O seu drama não era o drama do peso, mas o da leveza. O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser.

A Insustentável leveza do ser

Milan Kundera

A aproximação do final do ano sempre invoca uma autorreflexão com questionamentos acerca de uma etapa que se encerra: e agora? Será que cumpri as metas deste ano? O que ”fazer” e pretendo “ser” no ano que vem? Será…? E se…? Quando? Estas reflexões que todos nós fazemos, em maior ou menor grau, conduziu-me a pensar em um tema que, neste ano, mais do que nunca, devido ao lançamento do BTE, sempre me acompanhou: até que ponto meus óculos me definem?

A resposta é simples: Não me definem… Mas através deles, eu me posiciono. Sou uma apaixonada por óculos ou, como dizem por aí, heavy user! Logo, afirmo: nenhum objeto externo é capaz de nos dizer quem somos. Mas com estas “ferramentas” podemos moldar quem queremos ser.

Pensando nesta proposta, e tendo em mente a responsabilidade e o “peso” de usar modelos exóticos, de buscar direcionar olhares, de querer que as pessoas pensem alguma coisa só de olhar para o meu rosto, revisitei a obra prima de Milan Kundera. A partir da dualidade unitária do Ser, daquele que sabe o que é, e daquele outro que surge da presença de uma entidade – neste caso, meus óculos – apresento o ensaio a seguir: .

“A leveza do rosto desnudo x o peso de um rosto cuja visão está restrita ao campo de uma armação. A leveza do ser como ele é x o peso de um rosto que se posiciona. A leveza de sermos iguais x o peso de buscar se destacar. A leveza de um balão x o peso dos óculos… tal é este ensaio, que busca equilíbrio, seja nas armações translúcidas, na paleta de cores pastel, na brincadeira das expressões”.

Um convite para pensar e, quiçá, em 2016, sair da sua zona de conforto e entrar para a turma dos que #UsamÓculosComOrgulho. Experimente uma armação nova busque ver o mundo com um outro olhar, ouse se apresentar de outra maneira, com uma cor ou um modelo novo no rosto.

Fica o convite. E se precisar de uma ajudinha, estou por aqui 🙂

Criativos em pequena escala: Ybirá

Criativos em pequena escala: o futuro do design no Brasil

O Brasil tem sido palco para a produção vinda de pequenos e jovens produtores que estão rompendo com o status quo do mercado e trilhando seu próprio caminho, no qual qualidade e localidade predominam sobre quantidade e internacionalização.

O mercado de óculos em especial tem percebido tal movimento com o aumento exponencial de marcas independentes que buscam atender consumidores com estilos próprios que não precisam mais se associar a marcas e nomes comerciais. São pessoas que se enxergam em marcas pouco exploradas, e que visam consumir produtos inusitados, com história, DNA próprio e é claro, qualidade.

Tendo em vista o poder do pequeno produtor em um mundo assolado por commodities e falsas propagandas, buscamos criar um diálogo entre duas marcas jovens que estão no apogeu deste novo mercado. A 80e8 é um estúdio de design criado por dois audaciosos designers que produzem móveis funcionais e confortáveis através da manipulação de materiais reciclados, inesperados, e ao alcance deles. Das raízes do tupi-guarani, surgiu a Ybirá, tradução para madeira no dialeto indígena. Ybirá é uma marca jovem no mercado de óculos, criada em Minas Gerais por um trio que acredita que há muito brasilianismo a ser impresso nas armações e nos rostos da pessoas. Com isto em mente passaram a produzir óculos usando madeiras brasileiras de certificação.

Assim como o índio respeita a natureza e com ela desenvolve uma relação e um sustento, a Ybirá existe sobre este mesmo alicerce: levar a natureza brasileira ao mercado ótico sem causar danos por onde passa. Além do quê todos os modelos são batizados com nomes vindos do idioma Tupi Guarani. Nenhum produto sintético é usando no processo de produção das peças. Cheia de estilo, a marca mineira não para de conquistar consumidores modernos e ousados.

Devido ao fato do trabalho desses designers ser manual, as possibilidades de experimentação em termos de materiais e processos criativos são infinitas. Através dos olhos destes jovens estamos testemunhando um retorno ao artesanato e um interesse crescente na versatilidade de materiais e técnicas de manipulação.

Graças à ousadia desta geração que quer menos do mesmo, podemos olhar com frescor ao mercado de bens de consumo e imaginar um futuro mais original e livre.

Detalhes

Olhar: Tatiana Viana

Direção de arte: Iza Dezon

Contraste: Tin Tin

Texto: Iza Dezon

Agradecimento híper especial

Antônia Almeida e Fabio Esteves do 80e8

Cassia Crepaldi da Ybirá

Saturação, frescor, despojamento: Colorblocking

Muitos associam esta tendência a movimentos dos anos 60 e 80. E de fato, dado que a moda é absolutamente cíclica, tudo que vai…volta!

Pessoalmente não sou fiel seguidora de tendências. Acredito muito mais em mood e estado de espírito do que regras pré-fixadas… existe talvez um quê de anarquismo nisto (mas bem levinho). Pensando no verão, na diversão que é montar editoriais, e olhando para o meu acervo fiz deste Look and Feel uma coisa super pessoal: My take on colorblocking.

O intuito é chamar atenção a duas perguntas corriqueiras: Será que óculos colorido combina com minha vida, e existem regras para combinar óculos e roupas? Sim e não.

Os óculos combinam com você e ponto. Não se apegue à cor da armação. Se e quando você estiver confortável com seus óculos, a roupa vai dialogar com eles, e não o contrário. Trust me!

A moda às vezes tenta nos ensinar a balancear as cores e acaba engessando a criatividade. E se tivéssemos liberdade criativa para traduzir nosso humor nas paletas escolhidas? O resultado seria uma paleta de vermelho cereja,  verde esmeralda, azul turquesa e pessoas que não ligam para padrões.

O ensaio a seguir parte do pressuposto que cores são cores, e juntas servem para iluminar a peça chave: os óculos. Deixe de lado o medo de ousar, jogue fora aquela ideia de que óculos é aparelho fixo, por favor não ache que óculos tem que ser chatos, e não venha me dizer que você não tem coragem de sair na rua assim. Já tentou??? Pois bem…

Detalhes

Olhar: Tatiana Viana

Imaginação: Chantal Goldfinger

Composição: Rodrigo Caldas

Contraste: Tin Tin

 

E se nossos heróis usassem óculos?

Dia 12 é o dia deles, dos pequenos que encontram beleza e diversão em praticamente tudo, que enxergam o mundo todos os dias com olhar de novidade, que não pensam demais, e dizem tudo o que tem vontade, dos pequenos exploradores e anjinhos de plantão.

Todos felizmente passamos por esta fase, mas muitos, infelizmente, esqueceram completamente do que é ser livre, se divertir e simplesmente viver. Partindo da citação da célebre Tom Stoppard: “Se você carregar sua infância consigo, jamais envelhecerá”, bolamos este ensaio.

Os óculos são para os adultos, mas os personagens são do mundo das crianças. É um ensaio híbrido que passeia entre os dois mundos e brinca, sobre tudo, com o conceito de ser criança, e namora com uma pergunta: e se nossos super-heróis usassem óculos? Quiçá ficariam ainda mais charmosos!

Divirtam-se!

O que é um adulto? Uma criança de idade_Simone de Beauvoir

Detalhes

Olhar: Tatiana Viana

Imaginação: Chantal Goldfinger

Composição: Rodrigo Caldas

Contraste: Tin Tin

Geometria, vanguarda e espelhos quebrados…Má sorte? Nada disso!

 Tudo se resume ao olhar.

As coleções Outono/Inverno 2015 trouxeram a geometria, a feminilidade e os volumes. Os óculos que serão vistos por aí têm isto em comum: maxi, contrastantes e volumosos.

A Fendi apostou no construtivismo que inspirou a coleção Roman Luxury House. Jogando com a estética de linhas geométricas e volumes, estes novos modelos celebram a modernidade e a feminilidade da Fendi por meio de um extraordinário jogo de proporções balanceadas.

A Dior mergulhou fundo na justaposição e na mistura de elementos masculinos e femininos, que juntos são uma obra prima: o Dior Abstract, que une tecnologia, design e audácia. O metal e o acetato são fundidos de modo que cada um traz à cena seu elemento essencial: seja a força do metal ou as cores de acetato. Arquitetura e futurismo estão em jogo.

A Marc Jacobs foi buscar nos movimentos vanguardistas aquela mulher feminina, adepta das máscaras over-size com lentes dégradée e muito metal recortado.

Os espelhos entraram neste cenário como volumes recortados atuando como extensão do jogo de grafismos apresentado pelos designers. Se a Fendi e a Dior brincaram com os conceitos de  “armação dentro da armação”, então a foto e o espelho quebrado operam como uma moldura dentro de outra moldura, dialogando ainda mais com a questão do enquadramento, do olhar, e do foco. Todo cenário é recortado até chegarmos ao elemento essencial: os óculos.  Cada espelho conta sua história e cada óculos traz seu personagem. Tudo se resume ao olhar.

Somos todos malucos. Quem não quer ver malucos, deve quebrar os espelhos.

   _ Voltaire

Detalhes

Olhar: Caddah

Composição: Mariana Briquet

Specs: Safilo

Agradecimento: Suporte Comunicação

 


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