estilo Archives | By The Eyewear
RVS eyewear 2016

O que esperar o galã, excêntrico e pop Vidal Erkohen, designer por trás da marca RVS eyewear?

Em um bate papo exclusivo no Silmo em Setembro ele nos adiantou algumas coisas. A marca continua com foco nos modelos solares (a linha ótica é tão contida que não parece pertencer à mesma família), que seguem a pegada fashion da marca. As novidades são: Investimento nos modelos redondos com pontes duplas, acetato e metal bem delicados nas hastes, lentes verdes e roxas. Todos os modelos são bicolores.

A coleção é mais comercial e menos extravagante que a apresentada em 2015, com seus modelos quadrados, triangulares e muita ousadia. Os desenhos são contidos, embora maravilhosos. A qualidade segue inegavelmente alta, e os traços fazem jus ao nome: RARE VINTAGE SUNGLASSES. Perfeitos para homens e mulheres elegantes, mas nada óbvios.

Eye to Eye com Fabrizio Rollo

Existia um momento em que eu estava atrás de um óculos para me esconder ou fazer um tipo, e hoje este tipo não existe mais, porque eu realmente preciso dos óculos, e eles fazem parte de mim como se eu os tivesse usado a vida inteira.

Detalhes

Personagem: Fabrizio Rollo

Olhar: Tatiana Viana

Komono desembarca no Brasil

Komono em japonês significa “pequenas coisas”. Guarde este nome. A marca belga Komono oficialmente desembarcou no Brasil.

Uma comunidade de sonhadores e designers dedicados a criar acessórios perfeitamente alinhados, enraizados na tradição Belga pela dedicação feroz a alta qualidade em trabalhos manuais.  Komono é uma lente sobre a moda global, trabalhada “à mão” com muito cuidado e entregue no timing certo ao mercado.

Komono faz parte das marcas indie em ascensão que lentamente dominam os acessórios em cliques de street style e editoriais de moda. Marcas sem logo, ou com logos discretas, estão em alta. Parece que superamos a enxurrada de logomarcas que dominaram a cena nos anos 90, quando o cool era usar óculos na cabeça mesmo em ambientes fechados, por que afinal, o logo estava lá, né? Mas superado isto (ufa) o bacana é ser cool, sem esforço e sem fazer propaganda de graça.

Neste movimento nonchalant entra a Komono, cujo foco é desenvolver óculos de sol e relógios de pulso. (Percebem que há um jogo claro que pede a boa mistura de acessórios e óculos?)

Partindo da poesia da beleza nas pequenas coisas, passando por viagens, experiências e diferentes influencias culturais, temos os designs da Komono, uma marca que visa traduzir as confluências globais e culturais em óculos sofisticados e simples. Os modelos redondos e as cores claras reinam.

A marca é dividida em três áreas: Core, Curated e Crafted.

A linha core, sazonal, traz influências culturas globais e busca traduzir experiências muito mais do que modismos. Assim sendo, a coleção que chega ao Brasil é inspirada no trabalho do arquiteto americano John Lautner (1911 – 1994) .

Como aprendiz de Frank Loyd Wright, as construções de Lautner são pontuadas por uma mistura de engenharia avant-garde e traços humanos, delicados, fazendo das construções uma extensão do indivíduo, de modo que os ambientes internos e externos se confundam de maneira orgânica.  Os modelos solares são fluidos, sem rebuscamento ou ousadia. A leveza remete muito ao espírito livre da californiana Garrett Leight. A comunicação é linda, dado que um dos designers é fotógrafo e tem um olho para capturar a jovialidade e a beleza sem esforço.

A linha Curated é mais premium, com acetato selecionado, acabamento manual e ainda mais sobriedade na entrega.

A proposta mais bacana é a Komono Curated, mas esta só existe para os relógios (snif, snif). A linha curated é desenvolvida junto com artistas contemporâneos. A primeira coleção trouxe traços e desenhos do Basquiat.

Segundo matéria publicada na Vogue, por aqui os óculos já estão disponíveis na Void, no Rio de Janeiro, e ganhará um espaço na Cartel 011, além da loja online.

 

Eyeconoclast: Iris Apfel

A adolescente mais velha do mundo. Conheça nossa Eyeconoclast: Iris Apfel

Eis Iris Barrel Apfel, uma senhora única, do Queens. Do alto dos seus noventa e muitos anos ela virou ícone de moda. ‘Virar’ é não fazer jus ao personagem que ela é e à história que ela criou para si mesma.

O mundo está homogeneizado hoje em dia. Odeio isto.

Iris Apfel faz parte do seleto grupo de mulheres que se divertem, seguem se amando e se arrumando como se o mundo fosse sua passarela, e esquecem que passaram a fase dos anos dourados, ou serão os momentos presentes os tão almejados anos dourados?

Tudo que Iris faz é com vontade e com assertividade. Quando fumava, fumava pra valer; ao se vestir, se enche de estampas, pulseiras, colares e afins; e no quesito óculos, quando soube que teria que usá-los sua reação foi: ‘Ah é, então vou buscar O óculos’. Dito e feito. O modelo “Mr Magoo” é hoje o ícone mor de Iris.

A história de Iris é interessantíssima, assim como sua personalidade. Fundou com seu marido a empresa têxtil Old World Weavers, e re-decorou a casa branca para nove presidentes: Truman, Eisenhower, Nixon, Kennedy, Johnson, Carter, Reagan, e Clinton. Foi jornalista na revista Women’s Wear Daily. Mas são seus mantras que a tornaram uma “Advanced Style Icon”.

“Go big or go home” Se for para fazer, faça direito. Se for sair na rua, chame atenção. Dinheiro nenhum compra estilo. Antes de querer ser cool ou estilosa é preciso se conhecer e a partir daí desenhar seu próprio estilo.  Estes statements são tão poderosos que fizeram dela garota propaganda da MAC, com cabelos brancos, seus óculos, e um figurino que mais parece uma roupa que ela mesma usaria para jantar com o Mr. Apfel.

Esta mesma autenticidade levou-a a desenhar uma coleção de óculos (sensacionais, 100% Iris) junto com a Eye Bob’s. Ela foi tema da exposição “Rare Bird of Fashion” no Museu Metropolitan de NYC. E neste ano ela virou tema de um documentário: Iris, claro.

Mas esta autenticidade toda não esteve sempre à flor da pele. Foi necessário um pequeno empurrãozinho e uma boa dose de coragem. Em entrevista à Vanity Fair, em Abril, Iris declarou que em entrevista para seu primeiro emprego na loja de departamento Loehmann, a fundadora disse a ela: “Você não é bonita e nunca será, mas isto não importa. Você tem uma coisa muito melhor que isto, você tem estilo”. Foi então que Iris começou esta jornada rumo à construção da melhor personagem da sua vida: ela mesma.

Eyeconoclast: Costanza Pascolato

Em se tratando de divas contemporâneas, há uma ítalo-brasileira que reina absoluta na lista das mulheres mais elegantes, eu diria de seu tempo, mas verdade seja dita, sua elegância é absolutamente atemporal, Costanza Pascolato.

Seu estilo ultrapassa o vestuário e envelopa toda sua persona. O item que mais nos interessa são seus óculos, sem os quais Costanza não sai de casa. Dentre os modelos habitués estão: Celine e Prada. Seu óculos vêm sempre armados com lentes marrom dégradée, super chique. Ao contrário do que disse o jornal BBC em matéria recente, é possível sim usar óculos com lente tingida (leia-se de sol) em ambientes fechados, Costanza é prova de que lente dégradée é bacana, e provém leveza à peça final, sem a arrogância dos astros de rock que insistem em usar óculos pesados e grosseiros em ambientes fechados para fingir não ver o mundo. Nas palavras da diva: “O que você tem, todo mundo pode ter, mas o que você é ninguém pode ser”.

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Afropunk Music Festival

Já ouviu falar no Afropunk?

Sem causar muitos estardalhaço, o festival Afropunk Music Festival vem ganhado voz e corpo no Commodore Barry Park, no Brooklyn, como um festival da música alternativa de calibre internacional.

Construído sobre os pilares de igualdade e inclusão, com ênfase na diversidade, o conceito do festival em si estimula as pessoas a desfilarem suas identidades, tatoos, cabelos ultra trabalhados e óculos mega descolados.

A cada ano as atrações musicais ficam mais interessantes e as performances mais ousadas. Uma turma de peso tomou conta do groove do parque, dentre os quais: Lenny KravitzGrace JonesKelisLauryn HillGary Clark, Jr. Mas o que realmente chamou a atenção dos fotógrafos e da mídia em geral foram os looks bem criativos e cheios de atitude que por lá passaram.

BTE_Afropunk Music Festival

BTE_Afropunk Music Festival

BTE_Afropunk Music Festival

BTE_Afropunk Music Festival_Homem de óculos escuro e bandana

Photos: Kathleen Caulderwood, Village Voice


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