Festival Archives | By The Eyewear
Óculos para o Lollapalooza

Um dos festivais mais aguardados do primeiro semestre está chegando, o Lollapalooza.

E se passar o dia inteiro curtindo o som de algumas das melhores bandas e artistas do momento em um espaço aberto, sob o sol, é a sua ideia de um final de semana feliz, certamente os specs serão a sua melhor companhia.

Como o melhor termômetro são as ruas – no caso, os gramados dos festivais de música –, nada melhor do que tentar de certa forma ativar a Susan Miller que há dentro de nós para prever what’s gonna be hot nos 3 dias de evento.

Looks de festival costumam seguir dois caminhos de estilo: folk ou rocker. Como falamos antes, festival é programa que dura o dia todo, então seja qual for o estilo escolhido por você, conforto é a palavra de ordem.

Considerando esses pontos, as opções tendem a ser modelos com armações mais leves, mais fáceis de combinar, mas que não deixem o estilo de lado jamais – afinal, ver e ser visto is part of the fun.

Fáceis de combinar, os mais neutros são sucesso entre os frequentadores do Lolla, que elegeram modelos como Clubmaster, Aviador e Round, da Ray Ban, como seus favoritos.

Outro modelo que faz sucesso é o redondinho, com mood retrô, a la John Lennon, que costuma aparecer complementando looks com pegada mais folk, na companhia de chapéus. Se for com lentes coloridas então, sucesso garantido!

Detalhes como lentes espelhadas deixam esses modelos mais modernos e cool, e lentes coloridas, resgatadas dos anos 2000, se firmam como must have e também dão toque fun aos specs.

Ainda na pegada fun, os corações, boquinhas e os mini specs não podem ficar de fora, em se tratando de fun a Chilli Beans tem uma gama imensa de opções!

Fomo não é fome

Fomo = Fear of missing out, do Inglês, medo de ser deixado de lado, ou de fora.

No meu caso, FOMO absurda ao ver as timelines do Instagram e do Facebook mergulhadas em imagens ora plásticas, ora dramáticas do Burning Man que terminou no final de semana. Escrevi sobre a expectativa do festival, e de fato, não ficou para menos.

A Playa (como os veteranos se referem ao deserto) virou passarela para tanta coisa. Li e reli relatos de pessoas que foram. Babei nas fotos e ainda estou tentando entender o que é esta experiência quase transcendental (e morrendo de vontade de ir vivenciar de perto…rumo a 2016).

Em linhas gerais ousaria dizer que Burning Man é uma bela comunidade nômade, autônoma, com validade de uma semana, com uma população de +- 70mil pessoas vindas dos quarto cantos, para este “Carnaval de espelhos”. Mas não são pessoas, per se, são alter egos.

Os egos desfilam com roupas que normalmente não usariam por pressão social ou vergonha, mesmo. Dá-lhe couros, tachas, penas sintéticas, botas bem pesadas, topless e muitos goggles, mais precisamente Steampunk goggles (descobri hoje no Google… são designs que visitam o set de “Waterworld” e passeiam pelas montanhas Suíças. Requinte, apesar de peças brutas).

Criatividade em alta.

A areia é tomada por carros alegóricos que vão de Flintstone a coelhinho da Páscoa. A impressão que temos, e esta parte é bem divertida (o festival prega o desapego, tanto é que no sétimo dia todas as estruturas são queimadas) é que embora não tenham wifi ou energia elétrica, a maior parte dos participantes não consegue se desapegar da vida digital. Os passos, as roupas, as caras e bocas são todos documentados para serem posteriormente postadas a exaustão assim que chegaram à cidade grande.

O desapego enquanto prática teórica está lá, mas todos que ‘praticam’ são bem apegados. Não vi uma pessoa que não tenha entrado no clima, (leia-se comprado acessórios e roupas dignos da ocasião) com roupas, looks, e as poses padrão perto das esculturas, ou quem sabe, quem praticou independência não fotografou e eu não puder ver! Ah esta economia do “fotografei logo vivi”!

O bom é que ano que vem tem mais. Quem sabe até lá consigo montar meu enxoval, alugar um trailer, comprar e decorar uma bicicleta, criar um personagem (mentira, porque esta já tenho: Peggy meets Priscilla) e me preparar para uma semana de fotos #burningman.

Cheers!

Afropunk Music Festival

Já ouviu falar no Afropunk?

Sem causar muitos estardalhaço, o festival Afropunk Music Festival vem ganhado voz e corpo no Commodore Barry Park, no Brooklyn, como um festival da música alternativa de calibre internacional.

Construído sobre os pilares de igualdade e inclusão, com ênfase na diversidade, o conceito do festival em si estimula as pessoas a desfilarem suas identidades, tatoos, cabelos ultra trabalhados e óculos mega descolados.

A cada ano as atrações musicais ficam mais interessantes e as performances mais ousadas. Uma turma de peso tomou conta do groove do parque, dentre os quais: Lenny KravitzGrace JonesKelisLauryn HillGary Clark, Jr. Mas o que realmente chamou a atenção dos fotógrafos e da mídia em geral foram os looks bem criativos e cheios de atitude que por lá passaram.

BTE_Afropunk Music Festival

BTE_Afropunk Music Festival

BTE_Afropunk Music Festival

BTE_Afropunk Music Festival_Homem de óculos escuro e bandana

Photos: Kathleen Caulderwood, Village Voice

Se eu estivesse a caminho do Burning Man…

Entre os dias 30 de agosto e 7 de setembro a cidade de Black Rock, no deserto de Nevada, FERVE. E não é só de calor. A cidade é tomada pelo épico e mítico festival cultural que tem em seu cerne a auto expressão, arte, criatividade sem limites e descobertas pessoais .

Mais de 65 mil pessoas se encontram no Burning Man para proclamar e explorar a liberdade e o amor, em suas mais diversas formas. Um pouco Woodstock? Maybe. Mas com muita tecnologia, em um cenário lunar, digamos que no cruzamento entre Mad Max e Alice no País das Maravilhas, com um toque de Priscilla a Rainha do Deserto.

O palco (pois Black Rock vira uma Babel, onde todos querem ver e ser fotografados) abriga os dançarinos New-Age, os hedonistas, os idealistas, os hippies, os junkies e, sim, os fashionistas.

Junte suas plumas, suas camurças, seus couros e se prepare para muito topless. Tudo pode e todos são bem vindos neste cenário que procria e exala inspiração e trocas de todos os tipos.  Neste universo lúdico, sem referências, modismos ou julgamento, nada mais propício que explorar óculos cuja ousadia está traduzida no design.

Separamos algumas peças verdadeiramente magníficas para qualquer ocasião. Mas, sabendo que nem todos têm (ainda) coragem de desfilar estes pares por ruas pacatas e asfaltadas, nada mais propício que fazer um ‘test-drive’ no Burning Man.

“I’m not a virgin anymore!”–yelled by one of our camp-mates as she makes playa angels on the ground once we’re finally let in.


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