Jeremy Scott Archives | By The Eyewear
Moschino 2016: Arte e Moda

2016 começou audacioso, com um desfile do Jeremy Scott para Moschino que desafia a realidade.

Scott levou às passarelas uma coleção que desafia os padrões de realidade. Os volumes e as sombra são pintadas à mão, as cores gritam, os óculos são caricatos. Os traços não só buscaram inspiração, mas beberam na fonte imaginária dos lendários artistas Gilbert and George. Os modelos são mais personagens, e a moda dele, um pedacinho da imaginação conjunta de seres evoluídos que não devem nada ao dia a dia. 

We don’t have to ask anyone’s permission to do anything _Gilbert & George

Os óculos que desfilaram nas passarelas da MFW

Os óculos que mais marcaram a semana de moda de Milão.

Gucci

A Maison está passando por uma fase de transição. O novo diretor criativo Alessandro Michele substituiu muito do legado do sex appeal deixado por sua antecessora, por uma figura feminina mais sofisticada e ‘geek’ (não sou fã desta conotação, mas é assim que o próprio Michele descreve suas modelos). A coleção SS16 misturou elementos com cunho vintage, romance e tecidos dos mais diversos. Michele declarou não se interessar pelo futuro (sei!) daí a busca por esta mulher que passeia por guarda roupas antigos, vintages, ou da vovó mesmo J Os óculos são imensos, quadrados ou redondos, com lentes coloridas à los anos 70, e alguns com glitter igualmente Dancing Days. Funcionam do ponto de vista da moda, mas não enaltecem os olhos e certamente não favorecem os narizes e as feições delicadas das modelos andróginas que os desfilaram.

“Dangerous Couture Ahead” Moschino alert

Jeremy Scott conseguiu fazer da moda uma grande brincadeira. Seus desfiles bem como suas coleções são jocosos e coloridos, um verdadeiro espetáculo. SS16 viu a passarela se transformar em um pátio de obras. Tanto é verdade que as roupas ganharam elementos brutos e reflexivos vindos destes ambientes. Muito laranja, amarelo e branco. Cones viram bolsas e chapéus. Fitas zebradas e rolos de linha passaram a ter o mesmo peso. Mas, em meio a esta muvuca Scott também nos levou para passear num mundo rosa, bem sessentinha, cheio de plumas com um feeling de Garotas Super Poderosas.

Prada

Miucca seguiu com seus estudos em prol de uma mulher mais feminina e sofisticada, brincando como sempre com cores e tecidos. Os óculos, grandes (como todos apresentados nesta estação), lentes dégradé, e apenas uma chapa de acetato brilhante nas laterais. Peças leves, com cores bem sóbrias.

Fendi

A Fendi continua disputando os narizes com a Dior. Ambas estão em uma batalha acirrada para ver quem terá os óculos de sol da estação. Dado que as duas marcas estão muito bem (obrigada) no que diz respeito ao design e tecnologia, a luta será apertada! Em Milão a Fendi seguiu com os óculos apresentados no passado, mas com cores novas, muito metal, e ainda mais recortes. Um verdadeiro trabalho de geometria que conversou lindamente com as roupas: precisas e sofisticadas.

Marco de Vincenzo

Este é um dos meus designers favoritos. Há tempos ele brinca com cores, misturando-as em paletas leves e divertidas. Esta coleção assistiu a um desfile eletrizante, como uma queima de fogos. Os óculos: um modelo apenas, retangular, trabalhou lentes com cores fortes, reafirmando o DNA colorido e avant garde da marca. São peças lindas, mas não tão fáceis de usar.

Bottega Veneta

Tomas Maier, o criativo por trás da Maison, quer dar à sua cliente conforto e elegância. Dito isto, a coleção apresenta uma moda fácil de usar e bonita de ver. O mesmo vale para os óculos. Não há nenhuma ousadia, mas são exatamente o que esperamos da Maison. Clássicos e funcionais, bem como as coleções ópticas apresentadas no passado.

Marni

A moda Marni é quase um quebra cabeça, composto por roupas largas, e um excesso de sobreposições. A coleção SS16 é exatamente isto: camadas e camadas com o ocasional toque de grafismo e muitas cores vibrantes advindas de um jogo de lego. Bem como Prada, a Marni trabalhou o acetato apenas em partes, trazendo leveza aos modelos over size que replicam as cores vibrantes da estação.

Dolce and Gabbana: That’s Amore

A dupla, como sempre, criou um cenário e todo um misticismo ao redor do desfile. O clima italianíssimo a lá anos 50, projetava uma clássica cena italiana possivelmente encontrada em cidades do sul, com bancas de frutas, cores e SELFIES! Sim, muitos selfies na passarela e nos bancos. Tudo nesta coleção é over! Estampas, cores e cortes. Os óculos de sol são todos muito barrocos, enormes, cheios de aplicações que vão deste pedras a tecidos, de forma que as lentes são trabalhadas como extensões da própria roupa. Esta técnica é bem interessante e vem sendo explorada há algumas coleções por Ulyana Sergeenko.


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