Komono Archives | By The Eyewear
As melhores óticas de NY Parte 2

Voltei de mais uma temporada em NYC, desta vez literalmente vasculhando o que a cidade tem de melhor no quesito eyewear, e como de costume preciso atualizar nosso guide, com as lojas que você não pode deixar de conhecer.

Punto Ottico Humaneyes

Uma vitrine tímida no Upper East esconde segredos dignos de uma galeria de arte. A loja é intimista, a exposição dos produtos é cuidadosamente pensada e super bem ilumiados como em uma galeria. Tudo separado por COR! Também, pudera, as peças que lá estão não são nada menos que peças esculturais. O foco está nas marcas independentes, e em novas apostas. Por lá encontramos, por exemplo: Vava, Jacques Durand, Masahiro Maruyama, Theo, Veronika Wildgruber , dentre alguns outros selecionados a dedo. O atendimento é impecável. Sem pressa, sem baboseiras de formato de rosto e sem usar a palavra “tendência”!

Three Monkeys Eyewear

Super descolada esta loja no Soho foi um achado surpreendente. As peças são bem trendy, e a seleção é enorme. O mais bacana é que tudo fica organizado por shape!!! As marcas que forram as paredes são, por exemplo: 40 million, Komono, Super, Toms e a própria 3 Monkeys. Os valores também são bárbaros, sem contar que fica em uma rua deliciosa.

ArtSee

São dois endereços, um em NYC e um em Miami. A loja já virou sinônimo de bom gosto e exclusividade dentre os #SpecsAddicts. O select vai de LA Eyeworks a Oliver Goldsmith vintage passando por Kirk & Kirk e Blake Kuwahara. São poucas peças, todas super atuais e muitas delas especiais ou numeradas. O atendimento é sublime. Incido esta loja para quem quer uma peça específica e não consegue encontrar ou para quem está em dúvida e quer ver além. Julio vai te ajudar!

Anne Et Valentin 

Adoro entrar nas lojas da Anne et Valentin. Pouquíssimos produtos expostos e atendimento excepcional. Só após um bate papo é que o vendedor começa a mostrar as peças que se encaixam no seu desejo, ou na sua personalidade. Mas não pense que virão aviadores ou pantos. O mix de mercadorias é bem diversificado, com muitos shapes inusitados, metais, acetatos e coes vibrantes. Além de várias peças Anne et Valentin, as lojas também vendem Jean Philippe Joly, Kuboraum, Jacques Marie Mage e Theo.

Komono desembarca no Brasil

Komono em japonês significa “pequenas coisas”. Guarde este nome. A marca belga Komono oficialmente desembarcou no Brasil.

Uma comunidade de sonhadores e designers dedicados a criar acessórios perfeitamente alinhados, enraizados na tradição Belga pela dedicação feroz a alta qualidade em trabalhos manuais.  Komono é uma lente sobre a moda global, trabalhada “à mão” com muito cuidado e entregue no timing certo ao mercado.

Komono faz parte das marcas indie em ascensão que lentamente dominam os acessórios em cliques de street style e editoriais de moda. Marcas sem logo, ou com logos discretas, estão em alta. Parece que superamos a enxurrada de logomarcas que dominaram a cena nos anos 90, quando o cool era usar óculos na cabeça mesmo em ambientes fechados, por que afinal, o logo estava lá, né? Mas superado isto (ufa) o bacana é ser cool, sem esforço e sem fazer propaganda de graça.

Neste movimento nonchalant entra a Komono, cujo foco é desenvolver óculos de sol e relógios de pulso. (Percebem que há um jogo claro que pede a boa mistura de acessórios e óculos?)

Partindo da poesia da beleza nas pequenas coisas, passando por viagens, experiências e diferentes influencias culturais, temos os designs da Komono, uma marca que visa traduzir as confluências globais e culturais em óculos sofisticados e simples. Os modelos redondos e as cores claras reinam.

A marca é dividida em três áreas: Core, Curated e Crafted.

A linha core, sazonal, traz influências culturas globais e busca traduzir experiências muito mais do que modismos. Assim sendo, a coleção que chega ao Brasil é inspirada no trabalho do arquiteto americano John Lautner (1911 – 1994) .

Como aprendiz de Frank Loyd Wright, as construções de Lautner são pontuadas por uma mistura de engenharia avant-garde e traços humanos, delicados, fazendo das construções uma extensão do indivíduo, de modo que os ambientes internos e externos se confundam de maneira orgânica.  Os modelos solares são fluidos, sem rebuscamento ou ousadia. A leveza remete muito ao espírito livre da californiana Garrett Leight. A comunicação é linda, dado que um dos designers é fotógrafo e tem um olho para capturar a jovialidade e a beleza sem esforço.

A linha Curated é mais premium, com acetato selecionado, acabamento manual e ainda mais sobriedade na entrega.

A proposta mais bacana é a Komono Curated, mas esta só existe para os relógios (snif, snif). A linha curated é desenvolvida junto com artistas contemporâneos. A primeira coleção trouxe traços e desenhos do Basquiat.

Segundo matéria publicada na Vogue, por aqui os óculos já estão disponíveis na Void, no Rio de Janeiro, e ganhará um espaço na Cartel 011, além da loja online.

 


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