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Óculos para dormir

É verdade: existe um modelo (eu testei) para você sonhar em foco 🙂

Se você for um real (uma real) viciado(a) em óculos, é absolutamente normal que adormeça usando um par. A coisa mais chata é deitar na cama para ver TV e não enxergar nada (fail), ou pior, deitar com seus specs e perceber que quebrou a haste, ou ainda, dormir e acordar com dor no rosto por causa da pressão da haste. Enfim… todos nós passamos por isto. Pensando em como minimizar esta chatice fui buscar um modelo flexível, leve, e à prova de quebras. Sabe o que? ACHEI!

Em busca dos óculos perfeitos

Conheça Paloma Oliveira artista multimídia, BASE Jumper (!!!), entusiasta de tecnologias free & open. Um emaranhado de informações e vontades. Uma mulher que não conhece limites, inquieta e agitada.

Sabe o que tem ocupado a mente dela nos últimos tempos? Os óculos!

Míope desde pequena Paloma sabe bem o que é usar óculos e fazer deles nosso melhor amigo. No entanto, (pasme) ela ainda não encontrou um par que seja adequado para a prática do esporte que ela mais ama: BASE jump.

O que é isto?

Com o tempo fui criando minha própria definição do que se trata o B.A.S.E. jump… Salto de b.a.s.e.: Lançar-se em direção ao vazio. Romper com a base. Desconstruir a verticalidade. Abranger as diversas, e incontáveis, dimensionalidades dos sentidos. Oposto ao monumento, ato de sentir-se pequeno em relação ao mundo, preenchido com vida. Colocar-se em osmose com o mundo. O ato que aciona a expansão de um corpo e que cobra essa expansão com moeda de risco. Um passo além da berlinda.
(…) a jornada de um sonho: aprender a voar.

Nossa protagonista, munida de conhecimento artístico e tecnológico, foi até a Red Bull Station ver se conseguia sozinha chegar ao desenho dos óculos perfeitos.

Será que ela resolveu esta equação?

 

Meu pequeno usa óculos!

E de repente você descobre que seu pequeno vai precisar de óculos. Antes de transformar isso num bicho de sete cabeças, descomplique!

Pare, pense, respire fundo e aja diferente. Na maioria das vezes, são os pais que passam para as crianças o medo e o pré-conceito e de que usar óculos não é bacana. Esqueça seus traumas de infância e acredite: hoje, usar óculos não carrega mais o estigma e peso de antigamente. Que tal fazer disto algo divertido?

Além de todos os cuidados técnicos que devem ser muito bem avaliados junto a um oftalmologista, é importante dar autonomia para que eles se sintam à vontade e escolham armações que tenham a ver com eles, com as quais eles se sintam bem. Hoje existem inúmeras opções de modelos super modernos, divertidos, com armações coloridas e formatos diferentes. As crianças têm que divertir. 

Por isso, tente não influenciar na sua escolha. “É comum recebermos pais bem diferente. Um é mais extrovertido e prefere que o filho escolha óculos coloridos e diferentes. Já o outro é tímido e prefere algo mais básico”, conta Miguel Giannini, esteta ótico com mais de 50 anos de carreira. Ele dá a dica: “contenha seus impulsos e deixe q ele seja o protagonista, deixe que ele faça sua escolha sem interferências”. 

Com o modelo escolhido, certifique-se que seu filho está confortável e satisfeito com a escolha. Isso pode levar tempo, por isso não tenha pressa, este é um momento muito importante da vida do seu pequeno. 

O objetivo é que ele veja os óculos como item de estilo e não como algo obrigatório! Eles vão curtir tanto o novo acessório, que os amiguinhos que nem precisam usar vão querer usar um!

 

Manual de bons  modos…diante de uma criança que usa óculos

Os pequenos sofrem bullying voluntário ou involuntário mais do que imaginamos. Vamos nos policiar. Já falamos mil vezes que óculos não são motivo para bullying e uma criança de óculos não precisa de pena, ela precisa de auto afirmação.

Sabemos que uma criança de óculos não é tão comum quanto se deparar com uma criança loira. Ok. Sabemos também que todos temos uma opinião e possivelmente perguntas a fazer ao pai/mão. That’s ok. Mas pense antes de fazer perguntas óbvias.

Vamos tentar evitar:

“Eles são de verdade”? Não, mané! Vivo em constante estado de Halloween!

“Qual o problema dela (criança)?” Problema nenhum! Se sua curiosidade for tamanha e você quiser mesmo saber o grau de miopia ou estrabismo ou algo assim na criança faça-o sem associar à palavra ‘problema’. E não aja com espanto. Se não for conjuntivite não é contagioso!

“Tadinho” De você, né! Numa boa, a criança está enxergando o mundo, conseguindo se desenvolver e interagir com seu entorno graças aos óculos. Não sei bem onde entra tadinho, a não ser na sua testa!

“Olha quem chegou: Harry Potter / um Minion / o garoto do Jerry Maguire / a garotinha de Little Miss Sunshine” Nenhuma das opções acima. Só uma criança mesmo, com nome e RG próprios. Quer perguntar a ela?

O primeiro passo para transformar os óculos em um necessório é fidelizar os pequenos, e isto só se faz possível diante de reforços positivos. Na próxima vez que vir uma criança de óculos pare e pense em todas as coisas negativas que você quando pequeno viveu ou viu um colega seu que usa óculos viver. Você não quer propagar isto, quer?

Matéria originalmente publicada no Portal Opticanet.

 


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