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Urban Sports Eyewear

Sabe aquele óculos fácil de usar, que vai da praia ao almoço, ou da caminhada ao shopping? Leve, divertido, cool e embora siga a moda não é nada conceitual? Pois bem, são as peças urban sports e o vídeo abaixo explica quem faz parte desta família. PLAY!

Kaleidoscope

Os óculos devem te fazer sentir como se você tivesse crescido 40 cm. É isso. Uma ferramenta que te empodera, que enaltece sua personalidade e enquadra sua expressão. Molduras descortinadas para a janela da alma.

Poético? Sim. Mas absolutamente real. E é sobre este etos que o casal Jason e Karen Kirk fundaram a Kirk & Kirk.

Jason é a terceira geração que trabalha com design e produção de óculos na Inglaterra. Os avós e tios dele ficaram conhecidos por usar nos anos 20 e 30 propagandas chamativas para promover o uso de óculos. A melhor lia: porque franzir quando você pode simplesmente sorrir?

Manuseio, materiais, design, tudo isto sempre esteve presente nas mesas de jantar, e nos rostos da família Kirk. No entanto, marca mãe, Kirk Brothers, não ganhou tanta notoriedade no mercado ótico quanto a contemporânea, Ray Ban. A grande sacada dos Kirks se deu nos anos 90. O casal percebeu que o mercado estava assolado por peças com pouca diferenciação entre si, muito gato por lebre, e pouco espaço para se expressar. Eis que surgiu a Kirk & Kirk, uma versão ‘pimped’ da Kirk Brothers.

Os designers vêm conquistando seu espaço pouco a pouco. Dentre os clientes estão predominantemente pessoas que enxergam (literalmente) a qualidade artesanal das peças da marca. Tudo é feito à mão na França. O material de predileção é o acrílico (italiano) e não acetato que é normalmente usado para produzir armações. As formas são quadradas e retangulares com recortes bem sutis. Nada é grosseiro ou ousado demais. A beleza é minimal e silenciosa.

Kirk & Kirk é a única marca que tem tecnologia para manusear o acrílico. O que isto significa é que nós, amantes dos óculos, temos acesso a peças mais leves, que não deformam com o calor, e uma paleta de cor mais suave que as entregues pelos fabricantes que usam acetato.

A cereja do bolo? O polimento faz a peça final parecer vidro! Imagine a delicadeza de usar uma armação de vidro com um toque de coloração advinda de uma loja de balas infantis? Pense no toque e na frieza do gelo, e da delícia das balas, da jovialidade das cores, da ousadia da combinação. Pensou? Desejou? Sonhou? Existe! A coleção Caleidoscópio da marca é isto mesmo, uma viagem ao subconsciente, um convite a flertar com cores, ousar com color blocks e se deixar envolver por esta gama de tons fluidos e leves.

 People often say you can tell a person by their shoes, well it’s the same with glasses_Jason Kirk

Eye to Eye com Fabrizio Rollo

Existia um momento em que eu estava atrás de um óculos para me esconder ou fazer um tipo, e hoje este tipo não existe mais, porque eu realmente preciso dos óculos, e eles fazem parte de mim como se eu os tivesse usado a vida inteira.

Detalhes

Personagem: Fabrizio Rollo

Olhar: Tatiana Viana

Komono desembarca no Brasil

Komono em japonês significa “pequenas coisas”. Guarde este nome. A marca belga Komono oficialmente desembarcou no Brasil.

Uma comunidade de sonhadores e designers dedicados a criar acessórios perfeitamente alinhados, enraizados na tradição Belga pela dedicação feroz a alta qualidade em trabalhos manuais.  Komono é uma lente sobre a moda global, trabalhada “à mão” com muito cuidado e entregue no timing certo ao mercado.

Komono faz parte das marcas indie em ascensão que lentamente dominam os acessórios em cliques de street style e editoriais de moda. Marcas sem logo, ou com logos discretas, estão em alta. Parece que superamos a enxurrada de logomarcas que dominaram a cena nos anos 90, quando o cool era usar óculos na cabeça mesmo em ambientes fechados, por que afinal, o logo estava lá, né? Mas superado isto (ufa) o bacana é ser cool, sem esforço e sem fazer propaganda de graça.

Neste movimento nonchalant entra a Komono, cujo foco é desenvolver óculos de sol e relógios de pulso. (Percebem que há um jogo claro que pede a boa mistura de acessórios e óculos?)

Partindo da poesia da beleza nas pequenas coisas, passando por viagens, experiências e diferentes influencias culturais, temos os designs da Komono, uma marca que visa traduzir as confluências globais e culturais em óculos sofisticados e simples. Os modelos redondos e as cores claras reinam.

A marca é dividida em três áreas: Core, Curated e Crafted.

A linha core, sazonal, traz influências culturas globais e busca traduzir experiências muito mais do que modismos. Assim sendo, a coleção que chega ao Brasil é inspirada no trabalho do arquiteto americano John Lautner (1911 – 1994) .

Como aprendiz de Frank Loyd Wright, as construções de Lautner são pontuadas por uma mistura de engenharia avant-garde e traços humanos, delicados, fazendo das construções uma extensão do indivíduo, de modo que os ambientes internos e externos se confundam de maneira orgânica.  Os modelos solares são fluidos, sem rebuscamento ou ousadia. A leveza remete muito ao espírito livre da californiana Garrett Leight. A comunicação é linda, dado que um dos designers é fotógrafo e tem um olho para capturar a jovialidade e a beleza sem esforço.

A linha Curated é mais premium, com acetato selecionado, acabamento manual e ainda mais sobriedade na entrega.

A proposta mais bacana é a Komono Curated, mas esta só existe para os relógios (snif, snif). A linha curated é desenvolvida junto com artistas contemporâneos. A primeira coleção trouxe traços e desenhos do Basquiat.

Segundo matéria publicada na Vogue, por aqui os óculos já estão disponíveis na Void, no Rio de Janeiro, e ganhará um espaço na Cartel 011, além da loja online.

 

Guia de óticas em Veneza

“Sempre que descrevo uma cidade estou me referindo a Veneza. Uma vez que as imagens da memória são traduzidas em palavras, as memórias se perdem. Talvez eu tenha medo de perder Veneza. Ou quem sabe ao falar de outras cidades eu já a tenha perdido, pouco a pouco.”Polo, Cidades Invisíveis, Ítalo Calvino

Não existem meias palavras ou emoções incompletas quando se trata de Veneza. Não é uma cidade, é uma experiência. Não é antiga ou moderna, ela é em todo seu esplendor, o presente. Os turistas que por lá passam costumam se dividir entre os que amam e os que odeiam esta cidade cercada por 146 ilhas entrelaçadas por 450 pontes.

Para o poeta Brodsky, Veneza está acima da categoria de cidade, é uma vivência, um universo paralelo, um divisor de águas para quem pode se dar ao luxo de caminhar sem pressa por esta cidade que desconhece o movimento de carros, absorvendo seus ruídos, a melodia dos sinos, seus odores e sua infinita paleta de cores. Por lá não se caminha, se flutua.

Esta cidade, muito aquém da categoria de cidade, por ser ela metade conto de fadas e metade realidade, propicia uma sensação constante de ineditismo e descobertas ao se permitir caminhar e se perder em suas infinitas vielas que se desdobram magicamente. Veneza não é moderna, é eterna. Veneza é simplesmente, Veneza. Já dizia Peggy Guggenheim, uma das maiores e mais fiéis amantes que Veneza já teve:

Presume-se sempre que Veneza é a cidade ideal para uma lua de mel, mas é um erro grave. Viver em Veneza, ou simplesmente visitá-la, significa se apaixonar por ela, e no coração não sobra espaço para mais nada.

Fui tomada por este amor súbito, e é para esta cidade que volto a cada dois anos. Um dos motivos é para reviver a cidade mediante à famosa Bienal de Veneza, que a veste como uma criança que se fantasia para uma apresentação escolar. A cada dois anos me deparo com uma nova cidade, com novos artistas, discussões cada vez mais calorosas, premissas e obras inusitadas. Em meio a toda esta arte, encontro também, minha maior fonte de inspiração: a produção ótica que em Veneza (bem como tudo naquela cidade) é pra lá de especial. Ousaria dizer que há algo na água de Veneza (poluição à parte), porque a criatividade dos designers é aquém do resto do mundo. Se as ruas guardam segredos, então os mais bem escondidos são as óticas que abrigam peças esplendorosas.

Veja uma seleção das melhores óticas de Veneza.

Ottica Urbani

Marco Frezzeria 1280, Venezia
Tel. 041 5224140

A loja data de 1952. Por lá já passaram Hemingway, Vedova, Carlo Scarpa e o cliente mais famoso: Elton John. São os três filhos do original Urbani que hoje gerenciam a loja. Todos os modelos são fabricados à mão em Belluno (centro de produção ótico há 3 horas de Veneza), e todas as peças têm uma coisa em comum: design “irônico”, como diz a própria Fosca Urbani. “Um óculos não pode ser apenas um óculos, deve ser uma peça divertida, atraente e excepcional”. Eis o que o visitante encontrará na Urbani. E tenha certeza que será magnificamente bem atendido pelos Urbanis, verdadeiros venezianos, que como bons italianos, são ótimos contadores de história e bons galanteadores. As peças são produzidas em pequena escala, os desenhos são exclusivos e não há outros pontos de venda que não sejam na loja física ou no e-commerce da marca. O endereço ideal para quem busca exclusividade, bons preços e modelos excêntricos.

Ottica Mantovani

Merceria del Capitello, 4860, 30124 Venezia VE, Itália

A Mantovani inaugurou em 1871 e permanece até hoje no mesmo endereço. Ainda é uma ótica familiar, com produção em Belluno. A designer é a Senhora Carlon (filha do Sr. Carlon, que comprou a ótica nos anos 40). Dentre a clientela estão Peggy Guggenheim nos anos 50 e, mais recentemente, Elton John (amante de Veneza e dos óculos). A predileção da Sra Carlon são os clientes com personalidade e audácia, aptos a provar suas criação assimétricas e brincalhonas. Quem for à loja com tempo poderá visitar o pequeno ‘museu’ nos fundos, onde está um acervo invejável com peças raríssimas que datam do início do século 20.

Ottica Carraro

Calle de la Mandola, 3706, 30124 Venezia VE, Itália

A Carraro é mais moderna e menos exclusiva que as outras óticas venezianas. A marca própria é menos expressiva do que os modelos comerciais que a loja vende. Mas, vale ressaltar que o acetato fosco, que ao olho parece emborrachado, é deslumbrante. São poucos modelos e as coleções não são atualizadas anualmente, mas como todos os modelos “fatto a mano” em Belluno, a qualidade é indiscutível. A Carraro é uma boa dica para homens e mulheres com gostos clássicos, amantes dos modelos redondos e de estampas tartaruga.

Micromega

Calle delle Ostreghe, 2436, 30124 Venezia VE, Itália

Imagine entrar no laboratório de um cientista maluco, aquele personagem verdadeiramente clichê, com um óculos transparente high tech, gadgets, e tudo clean ao seu redor. Esta é a sensação que se tem ao entrar na Micromega, uma ótica uber high tech a poucos passos do Campo de San Stefano. É quase incongruente um lugar tão tecnológico em uma cidade tão antiga. A Micromega é destino para quem quer gastar (muito) para ter uma peça exclusivérrima, e ao mesmo tempo tem personalidade de sobra para bancar modelos que se aproximam mais de protótipos do que peças comerciais. A expertise está na produção de modelos em titânio, chifre de búfalo e bamboo. Mas, a graça não está, digamos, no design das armações. A Micromega trabalha as lentes. Ou seja, cada par de lentes é desenhada e recortada a laser formando desenhos delicados de folhas, formas assimétricas, ou contornos geométricos. As peças são muito leves e extremamente delicadas. São muito interessantes (do ponto de vista da fabricação) mas nem sempre lisonjeiros.

 

Ottica Manuela

Salizzada San Samuele, San Marco, 3145

O mix de peças da Manuela é sublime. A decor é super divertida, você se sente em um closet meio decô rodeado por óculos bem descolados e originais. O mix vai se Io Eyewear a PQ, passando por Saturnino. O forte é o design italiano independente, mas isto não significa que não há espaço para o resto do mundo. O time de vendas é descolado e bem humorado. Vale a visita.

 


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