Paris Archives | By The Eyewear
Alexandre Vauthier x Alain Mikli

Alexandre Vauthier transformou o Grand Palais em um clube de discoteca retro-futurista para mostrar sua coleção de alta costura SS18.

Ontem à noite, o icônico Grand Palais foi transformado em uma discoteca à lá anos 80, com luzes de neon e modelos vestidas com ombreiras exageradas, uso excessivo de tecidos formando drapeados, decotes, tules e couro. Mas a cereja do bolo ficou a cargo dos acessórios. Chapéus militares, botas de couro, broches dourados e os óculos! Que óculos mais maravilhosos criados a quatro mãos com o mago Alain Mikli.

Alexandre Vauthier Couture Spring 2018

Pausa rápida para uma pequena contextualização. O designer de óculos Alain Mikli é um dos mais importantes da sua geração; muitos podem argumentar que ele é o responsável por transformar os óculos em objeto sexy e em um real acessório de moda. Desde o lançamento da marca homônima em 1978, Mikli é conhecido por criar campanhas provocativas, criar peças que marcaram época e foi quem “vestiu” o rosto da musa Grace Jones durante as décadas de 80 e 90. Mais recentemente ele colaborou com Jeremy Scott na criação de óculos coloridas que revisitam seu icônico óculos de sol assimétrico dos 80s, que estampou editoriais nos rostos de famosos como Dave Bowie.

Dito isto, na noite passada, o mundo conheceu esta colaboração nova e extremamente interessante. Os óculos são inspirados no próprio desfile de Vauthier e no trabalho de fotógrafos de moda como Helmut Newton e Guy Bourdin. Para esta coleção foram criados três modelos que visitam nitidamente os arquivos dos anos 80 de Mikli: Edwidge, Edwidge jewelled, Roselyne e Nadége.

Edwidge e Edwidge jeweled são o modelo ‘porta-voz’ do conceito da colaboração: uma mulher francesa moderna com ar retro e muita, muita força. Este design retangular bem raso e as lentes super escuras são emblemáticas deste mood undergroud. Roselyn, também inspirada pelo arquivo de Mikli, é um óculos ultra-feminino oversized adornado com cristais. Nadége é futurista, industrial e limpo com uso excessivo de metal e de conceitos militares, super presentes na passarela de Vaulthier.

A campanha de lançamento da colaboração dos óculos foi fotografada pela dupla Mert & Marcus e traz a divina maravilhosa Kate Moss como musa. A coleção estará disponível a partir de abril de 2018.

“As mulheres que usam minhas coleções em todo o mundo são sensuais e poderosas e essa colaboração com Alain Mikli foi feita para essas mulheres ousadas e inspiradoras”.

Dior Haute Couture 2018

“O que é importante, quando começamos, não é necessariamente entender, mas amar”

A declaração de Jean Cocoteau tatuada na clavícula de uma modelo abriu a ode de Maria Grazia Chiuri ao surrealismo no desfile de alta costura da Dior, que visava tecer o movimento artístico maravilhosamente estranho do século XX em arte usável de alta qualidade.

Dior Haute Couture, Paris Fashion Week 2018, mask

Um show no qual a elegante plateia foi convidada a participar de um delicado passeio de transparências, véus, nudez sexy e um jogo de chiaroscuro, evidenciado pelo uso excessivo de tecidos em preto e branco. Um lindo show mascarado regido a trompe l’oeils. Este mesmo diálogo foi usado para criar máscaras requintadas e elegantes feitas de camadas de tule estruturado que recortavam os olhos extremamente gráficos e bem desenhados das modelos. Como bonecas com olhos imensos, as modelos desfilaram a excessiva feminidade Dior. Essas máscaras, ou como eu as chamo, “molduras oculares” foram criadas em colaboração com o britânico Stephen Jones em homenagem ao Baile de Máscaras que a Dior ofereceu à noite aos seus clientes.

“Porque a alta costura é um sonho de moda “, afirmou a designer em suas anotações que acompanharam o desfile, “é um lugar onde não há limites para empurrar fronteiras e experimentar com técnica, material e forma”.

 

Silmo d’Or 2017

Dia 6 começa a grande festa dos óculos!

A maior feira óptica do planeta abre as portas em Paris na próxima semana para mostrar ao mundo quais são as marcas, as tendências e as novidades do setor. Além disto, será a 50a edição da Silmo, ou seja, com certeza MUITAS novidades nos aguardam.

A tradicional entrega dos ‘Oscars’, aka o SILMO D’OR acontece dia 7. São 10 categorias que vão de: baixa vsião a óculos infantil, passando por tecnologia e fechando com design. Cada categoria traz 5 indicados e um único vencedor.

As categorias mais interessantes para nós, que amamos design, são: tendência em receituário, design em receituário, tendência em solar e design em solar. Abaixo estão imagens de alguns dos candidatos mais interessantes a levar o Silmo d’Or. Este é um gostinho do espetáculo que será esta feira!

Frost eyewear: histórias e inovação

A marca alemã Frost chega ao seu vigésimo aniversário recheada de novidades e com peças pra lá de irreverentes.

Em um papo descontraído com a designer, Marion Frost, aprendemos por exemplo que existe um óculos inspirado naquele beijo, e outro para quem precisa ‘abrir a cabeça’. Como dissemos antes, nada aqui é convencional. PLAY!

 

Hapter Eyewear: Da montanha à cidade

No segundo episódio da web séries ‘Por dentro do Silmo’ mostramos de pertinho a marca Hapter Eyewear, cuja origem data de um goggle da Segunda Guerra Mundial e hoje, conquistou fashionistas mundo afora.

Dada a ousadia da marca, somos absolutamente apixonados pelo story telling, inclusive já falamos um montão sobre eles aqui. Aperte o play e veja as novidades bombásticas apresentadas no último salão óptico em Paris.

 

Por dentro do Silmo

Quer saber como é e o que fazem os fantáticos por óculos em uma feira? Este é o primeiro vídeo de uma série que vai mostrar os detalhes do Silmo, a maior feira óptica do mundo que acontece todo ano em Paris.

Ahlem Eyewear: Um óculos para quem ama Paris

“Eu queria que a minha coleção representasse a verdadeira Paris, uma cidade que não é definida por marcas ou tendências, mas sim pelas pessoas”.

 

Se a cidade de Paris fosse uma pessoa, Ahlem seria o óculos de escolha.

 

Ahlem Manai-Platt é a designer por trás da marca de óculos que leva seu nome. Somente uma verdadeira parisiense compreende o DNA da Cidade Luz. Toda a história, o caos, a diversão e a singularidade que fazem Paris o que ela é, tudo isto é traduzido em um design chique e elegante, sob o qual foi erguida a marca Ahlem. A marca é uma delicada homenagem à cidade de Paris.

 

Cada óculos é batizado com o nome de um bairro parisiense e as principais características da área são traduzidas no design. A principal inspiração para cada “família” vem da arquitetura e das ruas que tornam cada vizinhança única. Assim como muitos dos designers dinamarqueses que têm um amor por linhas simples, Ahlem também projeta óculos que não se debruçam sobre a ornamentação excessiva e cujas linhas avançam de forma elegante e limpa.

 

Eu arriscaria dizer que deve-se desbravar um óculos Ahlem da mesma maneira que nos permitimos perder e nos encontrar na cidades de Paris para então se render aos encantos e charmes da cidade. É preciso dar tempo para se perder, mover-se lentamente para deixar a armação se mostrar. A beleza está escondida nos detalhes mais sutis, seja no acetato vintage colocado na ponta das hastes como assinatura da designer, nas dobradiças flexíveis, ultra leves e delicadas do mesmo fabricante da Cartier, ou no apoio de nariz feito de cerâmica, ou mesmo no uso de acetato vintage que é uma raridade maravilhosa. Estes são alguns dos detalhes que perfazem uma armação Ahlem.

 

Não é moda, não são as tendências, ou o desejo de se tornar conhecida por emplacar um modelo tipo “one hit wonder”, mas sim muita atenção aos detalhes, completo domínio técnico, e a certeza de estar criando peças atemporais que norteiam o trabalho da Ahlem. As armações da Ahlem não saltam aos olhos, ou gritam por atenção. Ao contrário, são peças silenciosas que se adequam à personalidade do usuário. Ahlem acredita que os óculos são um sinal claro da sua personalidade, algo tão ligado a quem somos, que é quase impossível mentir ou se esconder atrás de uma armação. Todos os designs são projetados para caber nas pessoas, e não estão lá para ser peças carnavalescas que em muitos casos não se alinham à essência das pessoas.

 

#PFW

Enfim… férias

A maratona de #FashionWeeks chegou ao fim e as fashionistas podem aproveitar as merecidas férias levando consigo todas as tendências, novidades, e esquisitices que só semanas excêntricas como as de moda nos proporcionam.

Paris foi o ponto final das coleções #SS16. E os ânimos se dividiram entre “nossa, mara, morri!” para momentos de “você usaria isto, tipo na rua?”. A moda desfilada desafiou o conforto e os padrões. Foi um pot-pourri de criações, e craziness, como era de se esperar.

Entre saguões de desembarque e modelos amarradas no cangote de outras modelos, o mundo viu de tudo, mesmo. Mas o que nos interessa é ver óculos sendo apresentados como parte íntegra das coleções e como peças desejo.

Aos destaques:

Akris

Ode à arquitetura.

Troféu #SouFã, dado que todas as modelos entraram de óculos escuros na passarela.

A influência para este desfile da marca suíça veio do arquiteto japonês Sou Fujimoto. As peças todas buscaram referencias, traços e diálogos nas obras arquitetônicas de Sou. Os óculos apresentados, minimais e futuristas, são uma imitação dos mesmos usados por Sou.

Redemption + JPulse Eyewear

Sofisticação, muito acetato, desenhos maxi e setentinhas, em linha com os couros e camurças apresentados.

Rochas

Ladylike at its best.

Pura fluidez, feminilidade e sofisticação em uma coleção repleta de #ThrowBacks e namoro com coutures de coleções já passadas. O mesmo vale para os óculos: maxi, com lentes coloridas e translúcidas o suficiente para que vejamos o olhar sexy de quem os conduz.

Miu Miu

Neoclássico, cores, excessos, mídi, confusão de paletas e tecidos, e óculos pesados, com lentes escuras e priorização dos metais ante os acetatos.

Loewe

Anderson queria “afiar as quinas” com este desfile. #Kudos.

A coleção SS16 estava meio caminho entre o futurismo estiloso e uma viagem ao espaço. Os óculos híper recortados e geométricos pareceram adequados a estas modelos vestindo macacões prestes a embarcar em alguma nave intergaláctica.

Stella McCartney

Stella did it again!

Nada de drama. Uma coleção limpa, moderna, elegante e pasme… usável! Tons claros e pasteis enfeitaram corpos femininos. No rosto as modelos trouxeram verdadeiras máscaras para o sol. Peças gráficas, imensas e divertidas. Propícias para o verão descolado da Stella, e para qualquer momento despojado.

Chanel

Last but not least

Karl fez de seus desfiles verdadeiros eventos. Desta vez convidou o mundo da moda para decolar do Aeroporto Paris Cambon abordo da linha aérea mais chique de todos os tempos: Chanel Airlines. Na passarela looks divertidos que flertam com o DNA da Maison, leia-se tweeds e Cs cruzados, e paqueram tendências do #StreetStyle. O resultado: Birkenstocks que acendem (à lá tênis dos anos 90), casacos ¾ e a cereja do bolo, dado que estamos em um ambiente de aviação: maxi aviadores espelhados, com lentes coloridas (quem lembra do Tuttolente da RetroSuperFuture, pois é)?

 

Voilá!

A bientôt, Paris!


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