Vintage Archives | By The Eyewear
Garimpando óculos vintage

Vintage é vida! E tudo pode ser vintage, mas, para não caír em armadilhas temos truques pra você garimpar como uma expert!

Chantal e Manuela (aka Steal The Look) foram até a feira do Bixiga em São Paulo (feirinha dominical famosa por abrigar antiguidades de todas as épocas e para todos os gostos) ‘caçar’ coisas que valem a pena para o quinto episódio de STEAL THE EYEWEAR. As duas entregam dicas simples que devem ser seguidas sempre que você se apaixonar por um ‘second hand’ e não quiser comprar gato por lebre. PLAY!

Óculos anos 80

Os anos 80 foram divertidos e notáveis em maneiras. No que diz respeito aos óculos: muitos redondos e ovais.

Nosso segundo editorial comemorando o 50º aniversário da Silmo traz Giulia de Martin usando um elegantérrimo @CutlerAndGross e um very vintage Sol Amor. Este primeiro é parte da Coleção Heirloom e foi relançado em comemoração ao 45º aniversário da sua primeira loja emblemática Knightsbridge, representando um dos marcos da marca. Ela também escolheu um modelo da Sol Amor 1946, que ressurgiu das cinzas para revisar a vibe vintage com tecnologia atual.

Jen nos mostra as linhas limpas da Daniel Hechter Eyewear, o design divertido e quase kitsch da Pierre Eyewear e o toque tecnológico da O-Six.

Martin Graf, chiquérrimo como sempre, escolheu silhuetas simples e atemporais. O primeiro é de Clement Gouverneur. A forma metálica pequena (forma clássica dos anos 80), quase industrial, é uma obra-prima de Matsuda. Outra das suas escolhas é um par tartaruga com ponte alta da Smoke x Mirrors. Por fim, com suas linhas limpas e curvas suaves, o JASPER da @MOSCOTnyc é contemporâneo e moderno.

Miguel Mazón, também colaborador do blog Laespejuelos, incorporou híper bem a vibe street dos anos 80. Um retorno aos 80 para o designer de óculos Jean-François Rey, que celebra 30 anos de criatividade com uma linha exclusiva entitulada: 1985. Para esta ocasião única, o designer francês optou por reeditar seus óculos de prescrição mais emblemáticos e óculos de sol da década de 1980, respeitando fielmente os desenhos originais. Este modelo de estilo retro “California” de @myjfrey é um modelo redondo perfeito que combina metal dourado e acetato de tartaruga. Sua outra escolha, Plus Eyewear, é muito mais simples, mas divertida e industrial, elegante para homens discretos.

Óculos metálicos

O minimalismo voltou?

Pensei bastante antes de escrever este texto. Eu sou favorável ao “mais é mais” e, no entanto, não posso negar que os óculos de metal estão fazendo um retorno ENORME e estão ganhando um espaço bem merecido entre nós amantes dos óculos.

O cenário atual no mundo dos specs é de metal minimal e sem gênero. A nostalgia reina neste meio onde o metal é o novo passe-partout do estilo contemporâneo. O metal é limpo, sofisticado, serve de dia e à noite e é para muitos designers, ‘genderless’. Quão contemporâneo é este debate, hein? O que está em jogo é a forma, seja ela linear, redonda, geométrica ou angular. As cores principais desta temporada são preto, ouro e prata, se for em metal precioso, melhor ainda.

O metal tem uma qualidade interessante porque esconde muito pouco do seu rosto e permite que você faça seu próprio estilo ao redor da armação. O metal é neutro, o metal é duradouro. Dito isto, um grande número de marcas incluíram um ou mais shapes de metal em seu mix nesta temporada. Embora o foco aqui sejam os óculos de receituário, os óculos de sol também participaram deste jogo. E, curiosamente, a maioria das formas se encaixa divinamente bem nos rostos de homens e mulheres.

Arquitetura e arte desempenham um papel importante

A marca francesa Face à Face desenhou um par inspirado nos traços do artista Sol Lewitt, considerado o fundador da arte minimalista e conceitual. Um excelente ponto de partida para nós. Outro par foi desenhado e nomeado em homenagem ao movimento De Stijl que ocorreu na Holanda, conhecido pela “universalidade através da redução dos elementos essenciais de forma e cor, simplificando as composições visuais ao mínimo: verticais e horizontais; reduzindo as cores às essenciais: pretas, brancas e primárias”. A marca espanhola Alfred Kerbs inspirou-se no móbile do artista Alexander Calder, um tipo de escultura em movimento feita com formas delicadamente equilibradas em fios metálicos. O modelo AIRPLANE, tem a leveza de um móbile, a liberdade de um avião, e a maestria de um equilibrista. Lool eyewear, uma marca jovem e promissora baseada em Barcelona, inspira-se na própria cidade para criar desenhos em chapas de aço. Seu design da série Tectônica é um grande exemplo de arquitetura em óculos. “Eles são trabalhados à mão, um por um em um processo técnico preciso, combinando o industrial, o manual, o homem e a máquina. As linhas de design refletem a nossa influência principal, o retrofuturismo infundindo desta forma sua personalidade única para todos e cada um de nossos peças.”

Vintage revisitado e reinterpretado

O metal tem sido usado há mais tempo do que o acetato, portanto, a história imortalizou uma série de figuras importantes usando pequenas e redondas armações metálicas. As marcas contemporâneas sabem disso, e reivindicaram esse traço. Os óculos da LGR eyewear são bem conhecidos por trabalhar desenhos vintage em suas formas modernas e contemporâneas, todas nomeadas em homenagem um país africano, de onde a maior parte da inspiração vem. Os óculos Transvaal são um excelente exemplo de um modelo bem ‘old-school’ trazido para 2017 de uma forma extremamente inteligente e fashion. Bravo! O modelo Driver Seat da nova iorquina Smoke x Mirrors é inspirado na cena do rock da Inglaterra do final da década de 1970. Simples e bacana. Club House do residente de Venice Beach, Garrett Leight, é uma coleção refinada que revisita os clássicos masculinos dos anos 80, mas desta vez, sem gênero.

 

Preciosos

Algumas marcas elevaram o nível trazendo metais preciosos para a discussão, deixando claro que os óculos têm sim qualidade de joia. Linda Farrow criou um aviador sofisticado que de longe parece quase um meio aro. A mistura elegante de titânio japonês com ouro branco equilibra e repagina um clássico do eyewear: o aviador. O Clairaut da Leisure Society é nomeado em homenagem ao astrônomo Alexis Clairaut. Este óculos possui um design de dois tons “óculos dentro do óculos” que é projetado habilmente usando 10 parafusos escondidos. O aspecto distinto do óculos é obtido através da escultura de blocos sólidos de titânio. Titânio 100% puro em prata 12k, ouro 18k, ouro rosa 18k combinados com ponteiras de titânio correspondentes. Individualmente numerados e manualmente produzidos no Japão, este é um exemplo puro de óculos-joia. A edição limitada Concorde, da francêsa Ahlem, é feita de Paládio mergulhado em 3 mícrons de ouro, seja branco, rosa ou amarelo.

 

Ahlem Eyewear: Um óculos para quem ama Paris

“Eu queria que a minha coleção representasse a verdadeira Paris, uma cidade que não é definida por marcas ou tendências, mas sim pelas pessoas”.

 

Se a cidade de Paris fosse uma pessoa, Ahlem seria o óculos de escolha.

 

Ahlem Manai-Platt é a designer por trás da marca de óculos que leva seu nome. Somente uma verdadeira parisiense compreende o DNA da Cidade Luz. Toda a história, o caos, a diversão e a singularidade que fazem Paris o que ela é, tudo isto é traduzido em um design chique e elegante, sob o qual foi erguida a marca Ahlem. A marca é uma delicada homenagem à cidade de Paris.

 

Cada óculos é batizado com o nome de um bairro parisiense e as principais características da área são traduzidas no design. A principal inspiração para cada “família” vem da arquitetura e das ruas que tornam cada vizinhança única. Assim como muitos dos designers dinamarqueses que têm um amor por linhas simples, Ahlem também projeta óculos que não se debruçam sobre a ornamentação excessiva e cujas linhas avançam de forma elegante e limpa.

 

Eu arriscaria dizer que deve-se desbravar um óculos Ahlem da mesma maneira que nos permitimos perder e nos encontrar na cidades de Paris para então se render aos encantos e charmes da cidade. É preciso dar tempo para se perder, mover-se lentamente para deixar a armação se mostrar. A beleza está escondida nos detalhes mais sutis, seja no acetato vintage colocado na ponta das hastes como assinatura da designer, nas dobradiças flexíveis, ultra leves e delicadas do mesmo fabricante da Cartier, ou no apoio de nariz feito de cerâmica, ou mesmo no uso de acetato vintage que é uma raridade maravilhosa. Estes são alguns dos detalhes que perfazem uma armação Ahlem.

 

Não é moda, não são as tendências, ou o desejo de se tornar conhecida por emplacar um modelo tipo “one hit wonder”, mas sim muita atenção aos detalhes, completo domínio técnico, e a certeza de estar criando peças atemporais que norteiam o trabalho da Ahlem. As armações da Ahlem não saltam aos olhos, ou gritam por atenção. Ao contrário, são peças silenciosas que se adequam à personalidade do usuário. Ahlem acredita que os óculos são um sinal claro da sua personalidade, algo tão ligado a quem somos, que é quase impossível mentir ou se esconder atrás de uma armação. Todos os designs são projetados para caber nas pessoas, e não estão lá para ser peças carnavalescas que em muitos casos não se alinham à essência das pessoas.

 

Resultado do sorteio Lunettic x BTE

Gatinhas, terminou hoje a promoção Lunettic x By The Eyewear.

Nossa campeã sortuda vai levar para casa dois pares de sua escolha, e ainda uma consultoria da nossa expert. Os óculos são da coleção 2016 da Lunettic e são todos inspirados em temas vinatage.

Parabéns Lu Lins (@lucienelins84)!!! Mostra pro mundo que os óculos são a cereja do bolo!

Tudo sobre a marca de óculos B. Barn’s

Elegância, referências vintage, tecnologia e uma paleta de cor sublime, tal são as qualidades que permeiam o design da marca de óculos francesa B. Barn’s.

Bernard Benouaiche como muitos de seus conterrâneos formou-se optometrista mas depois de alguns anos largou a profissão e embarcou no mundo do design, e lançou a marca B. Barn’s. Disse sentir falta de óculos sexy, que de fato jogassem com a sensualidade do usuário, seja ele homem ou mulher.

A coleção é imaginada e idealizada em Deauville e traz consigo aquela áurea francesa. Todos os elementos vintage estão dados. Todo savoir faire francês está lá. Toda calma da brisa do mar de Deauville está nas peças, no entanto, tudo é re-imaginado de tal forma a empoderar o usuário.

Imagine enquadrar um olhar sedutor, poder chamar atenção a uma piscadela, e iniciar um diálogo com uma simples virada de olho. Os modelos de B. Barn’s o fazem por você. Todas as peças são femininas e são inspiradas na delicadeza das curvas do corpo de uma mulher digna de Man Ray, daí a sedução ser tema omnipresente.

Todas as peças são produzidas em séries de 99, numeradas, limitadas e acompanham certificado de garantia e um estojo de camurça com couro feito à mão. Très chic!

Neste universo permeado por design e onde o excesso prevalece em toda sua elegância os gatinhos ganham proporções quase inimagináveis, os ovais são imensos, e os aviadores tornam-se esculturas.

Os shapes e os polimentos devem ser sentidos, provados e vivenciados. Esqueça o fast, as tendências, as cores do ano. Bernard se quer sabe que estas necessidades existem. Ele desenha de dentro para fora, desenha para mulheres confiantes e decididas, que confiam no poder de um olhar, olhar este que ele ousa enquadrar.

Olhos quadrados: Os óculos desta estação

O Jornal Britânico The Guardian publicou uma matéria maravilhosa mês passado que me fez pensar sobre o limite tênue entre moda e nossas escolhas de óculos.


Square eyes: this season’s spectacles are big, bold and ugly. O jornalista discorre sobre os óculos gigantes e nada elegantes que inundaram as passarelas SS16 e que já comentamos aqui.

De fato, ao que tudo indica, os estilistas parecem achar que tamanho é documento, e o que importa é cobrir seu rosto, mesmo. As escolhas de Alessandro Michele para Gucci deixam isto bem claro. Os rostos, outrora angelicais das modelos, viraram cabide para armações esquisitas, de cor indefinida, e tamanho desproporcional. Agelina Jolie em seu novo filme mostra com maestria o que não buscar em um óculos (!!!)

Sabemos que não acredito em formatos de rosto, tampouco em modismos, por isso mesmo posso dizer que esta moda, mais do que nunca é para pouquíssimas. A moda do oversize, mezzo vovó, mezzo grunge, dever ser usada apenas A) pelas vovós que se entendem nesta moda, ou B) pseudo hipsters que vestem a camisa vintage e têm nariz e orelha para bancar uma peça daquele tamanho. Caso contrario o óculos não vai dizer nada para as pessoas! Não é vintage, é uma releitura estranha, não favorece seu olhar e corta sua sobrancelha. Quando digo GO BIG OR GO HOME, é com ressalvas, vide a coleção atual.

Xoxo

Matéria originalmente publicada na coluna de Chantal Goldfinger no Portal Opticanet.

 

#Halloween

Pegue sua vassoura, ops, seu melhor óculos e saia por aí. É #HALLOWEEN!

Chegou aquela data anticipadérria (sei) na qual se faz aceitável andar por aí como Lady Gaga, Kanye West, Donald Trump ou… Dilmão!

Separamos óculos bafônicos para te ajudar a pensar no look ou fantasia para arrebentar no dia 31, e para quem for mais ousado, usar o resto do ano também (e por favor, mande suas fotos para cá! Amamos os ousados, desenfreados e destemidos).

Trick or treat!

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Os óculos que desfilaram nas passarelas da MFW

Os óculos que mais marcaram a semana de moda de Milão.

Gucci

A Maison está passando por uma fase de transição. O novo diretor criativo Alessandro Michele substituiu muito do legado do sex appeal deixado por sua antecessora, por uma figura feminina mais sofisticada e ‘geek’ (não sou fã desta conotação, mas é assim que o próprio Michele descreve suas modelos). A coleção SS16 misturou elementos com cunho vintage, romance e tecidos dos mais diversos. Michele declarou não se interessar pelo futuro (sei!) daí a busca por esta mulher que passeia por guarda roupas antigos, vintages, ou da vovó mesmo J Os óculos são imensos, quadrados ou redondos, com lentes coloridas à los anos 70, e alguns com glitter igualmente Dancing Days. Funcionam do ponto de vista da moda, mas não enaltecem os olhos e certamente não favorecem os narizes e as feições delicadas das modelos andróginas que os desfilaram.

“Dangerous Couture Ahead” Moschino alert

Jeremy Scott conseguiu fazer da moda uma grande brincadeira. Seus desfiles bem como suas coleções são jocosos e coloridos, um verdadeiro espetáculo. SS16 viu a passarela se transformar em um pátio de obras. Tanto é verdade que as roupas ganharam elementos brutos e reflexivos vindos destes ambientes. Muito laranja, amarelo e branco. Cones viram bolsas e chapéus. Fitas zebradas e rolos de linha passaram a ter o mesmo peso. Mas, em meio a esta muvuca Scott também nos levou para passear num mundo rosa, bem sessentinha, cheio de plumas com um feeling de Garotas Super Poderosas.

Prada

Miucca seguiu com seus estudos em prol de uma mulher mais feminina e sofisticada, brincando como sempre com cores e tecidos. Os óculos, grandes (como todos apresentados nesta estação), lentes dégradé, e apenas uma chapa de acetato brilhante nas laterais. Peças leves, com cores bem sóbrias.

Fendi

A Fendi continua disputando os narizes com a Dior. Ambas estão em uma batalha acirrada para ver quem terá os óculos de sol da estação. Dado que as duas marcas estão muito bem (obrigada) no que diz respeito ao design e tecnologia, a luta será apertada! Em Milão a Fendi seguiu com os óculos apresentados no passado, mas com cores novas, muito metal, e ainda mais recortes. Um verdadeiro trabalho de geometria que conversou lindamente com as roupas: precisas e sofisticadas.

Marco de Vincenzo

Este é um dos meus designers favoritos. Há tempos ele brinca com cores, misturando-as em paletas leves e divertidas. Esta coleção assistiu a um desfile eletrizante, como uma queima de fogos. Os óculos: um modelo apenas, retangular, trabalhou lentes com cores fortes, reafirmando o DNA colorido e avant garde da marca. São peças lindas, mas não tão fáceis de usar.

Bottega Veneta

Tomas Maier, o criativo por trás da Maison, quer dar à sua cliente conforto e elegância. Dito isto, a coleção apresenta uma moda fácil de usar e bonita de ver. O mesmo vale para os óculos. Não há nenhuma ousadia, mas são exatamente o que esperamos da Maison. Clássicos e funcionais, bem como as coleções ópticas apresentadas no passado.

Marni

A moda Marni é quase um quebra cabeça, composto por roupas largas, e um excesso de sobreposições. A coleção SS16 é exatamente isto: camadas e camadas com o ocasional toque de grafismo e muitas cores vibrantes advindas de um jogo de lego. Bem como Prada, a Marni trabalhou o acetato apenas em partes, trazendo leveza aos modelos over size que replicam as cores vibrantes da estação.

Dolce and Gabbana: That’s Amore

A dupla, como sempre, criou um cenário e todo um misticismo ao redor do desfile. O clima italianíssimo a lá anos 50, projetava uma clássica cena italiana possivelmente encontrada em cidades do sul, com bancas de frutas, cores e SELFIES! Sim, muitos selfies na passarela e nos bancos. Tudo nesta coleção é over! Estampas, cores e cortes. Os óculos de sol são todos muito barrocos, enormes, cheios de aplicações que vão deste pedras a tecidos, de forma que as lentes são trabalhadas como extensões da própria roupa. Esta técnica é bem interessante e vem sendo explorada há algumas coleções por Ulyana Sergeenko.


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